Apesar dos dois leilões de compra realizados hoje pelo Banco Central, o dólar comercial caiu pelo segundo dia seguido e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,663, queda de 0,66% no dia e de 0,06% no ano. É a taxa de câmbio mais baixa desde 3 de janeiro deste ano, quando o dólar fechou a R$ 1,65. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista cedeu 0,68% hoje e encerrou o pregão a R$ 1,6626. Já o euro comercial subiu 0,39% para R$ 2,30.
Nas operações de câmbio turismo, o dólar ficou estável a R$ 1,78 na ponta de venda e a R$ 1,677 na compra. O euro turismo subiu 1,69% para R$ 2,40 (venda) e R$ 2,273 (compra).
Os indicadores favoráveis de atividade nos EUA, na zona do euro e no Reino Unido em janeiro e a percepção de que a tensão política no Egito não está interrompendo o fluxo de petróleo na região do Golfo Pérsico trouxeram certo alívio aos investidores, que migraram para as Bolsas e moedas de maior risco, como o euro e o real.
Além da desvalorização externa do dólar, o fluxo de recursos continua favorável ao Brasil e, nesse ambiente, os instrumentos cambiais usados pelo Banco Central não impedem o recuo das cotações da divisa, mas ajudam a limitar a velocidade das perdas ante o real, disse o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora. "Os leilões de swap reverso e de compra a termo contribuem para diversificar a forma de contratação do dólar. De todo modo, a demanda continua concentrada no Banco Central", avalia. Nos dois leilões de compra de dólar no mercado à vista hoje, o BC fixou as taxas de corte das propostas em R$ 1,6645 e em R$ 1,6622. (Agência Estado)
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