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Greve do Perpétuo Socorro continua

O segundo dia de greve dos rodoviários da Viação Perpétuo Socorro continuou causando imensos transtornos à população que precisou dos ônibus para sair do bairro da Providência. Os 800 trabalhadores que estão de braços cruzados desde a última segunda-feira

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O segundo dia de greve dos rodoviários da Viação Perpétuo Socorro continuou causando imensos transtornos à população que precisou dos ônibus para sair do bairro da Providência. Os 800 trabalhadores que estão de braços cruzados desde a última segunda-feira (31) reivindicam o cumprimento das 7 horas de trabalho por dia. A greve deve continuar por tempo indeterminado.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários do Pará (Sttrep/ PA), Edilberto Robson, existe um acordo coletivo que foi estabelecido em maio de 2010 e que vale até maio de 2011, onde a 43ª cláusula afirma sobre o horário predefinido para trabalho. “Queremos apenas trabalhar o que é estabelecido por lei. Nada além disso”.

O representando do sindicato ainda comenta que a paralisação foi iniciativa dos próprios trabalhadores que estavam sentindo-se prejudicados. “Quem tomou a frente foram os rodoviários, por acharem que estavam sendo explorados. O sindicato apenas apoiou e orientou o que deveria ser feito”, disse Edilberto. Os motoristas e cobradores alegam que trabalham cerca de 9 a 12 horas por dia.

O vice-presidente do sindicato também comentou que o Ministério Público Estadual, a Superintendência Regional do Trabalho (antiga DRT) e o Tribunal de Justiça já foram acionados para que a empresa seja obrigada a cumprir a lei.

O DIÁRIO tentou contato na sede da empresa Viação Perpétuo Socorro por telefone, mas não conseguiu contato com os diretores.

PRESOS EM CASA

As pessoas que precisaram dos serviços da Viação Perpétuo Socorro tiveram que driblar as dificuldades para conseguir sair de casa. A estudante Carla Assis, 17 anos, reclamou das despesas que está tendo a mais por causa da greve. “Ontem [segunda-feira] gastei R$ 10 de mototáxi. Hoje [terça-feira] mais uma vez. Assim o meu dinheiro acaba antes do fim do mês”.

Além das opções serem poucas, a população ainda tinha que enfrentar o empurra-empurra para entrar nos ônibus lotados. “Estou aqui há mais de uma hora. Estava esperando passar um ônibus menos cheio, mas pelo visto vou ter que encarar esse mesmo”, comentou a técnica em enfermagem Geise Braga.

O carpinteiro Mário Dias preferiu pegar uma van para chegar ao canteiro de obras onde trabalha, na Pariquis. “Ir de bicicleta é muito longe. Estava esperando o ônibus, mas já estou atrasado. O jeito é pegar um alternativo”.

Os transportes alternativos foram os que mais lucraram com a greve dos rodoviários. “Só hoje [ontem] já dei mais de cinco voltas. No primeiro dia da greve a confusão nas paradas era pior. As corridas estão sempre cheias. Algo de bom eu tinha que lucrar”, comemorava um motorista de van que faz linha Marex-Centro. (Diário do Pará)

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