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Falta de laudo por escrito gera questionamentos

Preocupados com a segurança de suas famílias e com dúvidas sobre a vistoria que foi realizada, os moradores do edifício Londrina se reuniram na tarde de ontem com a Defensoria Pública do Estado; com representantes da construtora Acrópole que construiu o e

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Preocupados com a segurança de suas famílias e com dúvidas sobre a vistoria que foi realizada, os moradores do edifício Londrina se reuniram na tarde de ontem com a Defensoria Pública do Estado; com representantes da construtora Acrópole que construiu o edifício Londrina e o edifício Blumenal e com o representante da construtora Real, responsável pelo prédio Real Class que desmoronou há quatro dias.

Os moradores receberam autorização para voltar ao prédio, que estava evacuado desde o desmoronamento, na última segunda-feira, mas muitos questionavam a falta de um laudo por escrito.

De acordo com o coordenador adjunto da Defesa Civil do Estado, Augusto Lima, os três prédios que ficam na Travessa 3 de Maio, no perímetro do acidente, foram vistoriados e estão seguros. Segundo ele, a análise foi feita em conjunto pelo Centro de Perícias Científicas (CPC), pelo Corpo de Bombeiros e pelo engenheiro Paulo Barroso. “A grande preocupação da Defesa Civil era se os prédios ofereciam risco e não foi detectado nada”, disse.

Apesar de o laudo da análise ainda não estar pronto, Lima entregou aos moradores um documento de liberação de imóvel por escrito assinado pelo sub-comandante geral do Corpo de Bombeiros. “O documento diz que o prédio foi vistoriado e que se encontra liberado e em condições de uso”, explicou ele.

Mesmo com o documento em mãos, alguns moradores não se mostraram convencidos. “Há uma diretriz padrão pra essa vistoria ou a forma como ela é feita é opcional?”, questionou o fisioterapeuta e morador do edifício Londrina, Saul Carneiro. “Queremos ter certeza absoluta de que estaremos seguros. Nós queremos aqui o 100% e não o 99%”, disse o advogado e também morador do prédio, Victor Magalhães.

Sobre a metodologia utilizada na analise dos prédios, o coordenador da Defesa Civil não pode falar, mas garantiu que traria mais informações para a população. “Não tenho como explicar a metodologia agora. Mas me comprometo a trazer mais notícias, podemos verificar se o CPC ou o escritório do doutor Paulo Barroso pode vir explicar para vocês como tudo foi feito”, prometeu Lima.

Após a afirmação da Defesa Civil, a preocupação dos moradores se voltou para o prédio Real Dream, construído pela mesma empresa responsável pelo prédio que desmoronou. “Não adianta nada dormir num lugar seguro com uma bomba-relógio do nosso lado”, disse o morador Victor Magalhães. A preocupação deles era que o prédio vizinho viesse a cair como aconteceu com o Real Class.

Questionado sobre a forma como o Real Dream foi construído, o representante da Real, Rudimar do Carmo disse não ter uma resposta. “Eu não posso responder por essas questões porque ainda não houve uma avaliação. Precisamos de uma análise profunda”, disse. “Nós lamentamos profundamente o que aconteceu. Os profissionais que trabalham na Real são da maior capacidade”. Leia mais no Diário do Pará

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