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Emoção marca o funeral de Maria Raimunda

Dezenas de pessoas estiveram na capela da Igreja dos Capuchinhos ontem para se despedir de Maria Raimunda Fonseca Santos. Mãe de Antonio Emídio Jr., Ana Lúcia, Bete e Marcos. Avó de Thayssa, Thyago, Vítor e Ana Beatriz. Esposa de Antonio Emídio Araújo. Pr

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Dezenas de pessoas estiveram na capela da Igreja dos Capuchinhos ontem para se despedir de Maria Raimunda Fonseca Santos. Mãe de Antonio Emídio Jr., Ana Lúcia, Bete e Marcos. Avó de Thayssa, Thyago, Vítor e Ana Beatriz. Esposa de Antonio Emídio Araújo. Primeira vítima do desabamento do Real Class, ocorrido no sábado, dia 29, a aposentada de 67 anos recebeu diversas homenagens durante o velório.

O comerciante Orlandino Abreu guardou boas lembranças de Raimunda. “Era muito trabalhadora, se preocupava com a família e ajudava a todos, tinha uma relação muito boa conosco, os vizinhos. Eu a conheço e ao Emídio há muitos anos, antes mesmo de se casarem”, disse ele, que era vizinho do casal.

Segundo o amigo, na casa que existia onde hoje só restam escombros pertencia ao pai de Emídio e que lá constituiu família.

“Nós éramos oito irmãos, seis mulheres e dois homens, e ela era uma das mais brincalhonas, gostava de passear e sempre ia para Augusto Corrêa reencontrar os nossos parentes. A última vez que nos vimos foi em dezembro, quando ela foi para o Círio lá e eu fui deixá-la no terminal”, recordou, emocionado, o irmão José Américo Fonseca. Ao lado dele, a prima Elza, falou que ‘Raimundinha’ sempre ia visitar o túmulo da mãe, Raimunda Navegantes, no Dia de Finados. Américo falou que um ônibus trazendo os parentes do município ia chegar ao velório e que todos os irmãos iriam se despedir dela.

O corpo de Maria Raimunda foi encontrado às 4h10 do domingo. O genro Mazinho contou os detalhes da confirmação da sogra como a primeira vítima do desabamento do Real Class: “O IML nos ligou ontem [segunda], às 20h, avisando que o exame de DNA comprovou que era ela mesma. O corpo foi liberado às 11h da manhã de hoje, e como está danificado, o caixão fica lacrado, com uma fotografia dela em cima”.

Sorridente, como está na foto, é como gosta de lembrar da amiga a aposentada Marcília Damaso, que levou um buquê de flores para presenteá-la. “Ela era maravilhosa, uma boa esposa, mãe e avó, o seu Emídio perdeu metade do coração dele, foi uma tristeza muito grande isso que aconteceu. Eu a conheci bem menina, ela faz parte da minha história, e as peregrinações na casa dela eram sempre uma festa. A próxima seria na data do aniversário dela, dia 14 de setembro”.

O corpo de Maria Raimunda entrou na capela às 17h, e o viúvo Antonio Emídio Araújo foi cumprimentado e consolado. “Convivemos mais de 46 anos, a Raimunda era uma mulher muito envolvida em fazer tudo pela família. O que mais tenho são boas lembranças. Ela era esposa, companheira... eu não tenho mais pais, ela era minha mãe também, era tudo para mim. Ficam os abraços, os beijos, o cuidado dela, a força nos momentos difíceis, ela era fantástica”. (Diário do Pará)

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