plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Moradores querem que prejuízos sejam assumidos

Na manhã de ontem, quem passava pelo local da tragédia que devastou Belém tentava evitar a nuvem de poeira que cobria todo o ambiente. Se dirigindo ao trabalho, muitos moradores utilizavam máscaras, que foram distribuídas à população. No interior das casa

twitter Google News

Na manhã de ontem, quem passava pelo local da tragédia que devastou Belém tentava evitar a nuvem de poeira que cobria todo o ambiente. Se dirigindo ao trabalho, muitos moradores utilizavam máscaras, que foram distribuídas à população. No interior das casas, um rastro de sujeira. “Colocando essa poeira pra fora é como deixar pra trás parte do desespero e tristeza que nos abateram”, afirmou o comerciante Nildo Martins.
Enquanto algumas casas eram organizadas por seus donos, outros moradores procuravam os órgãos responsáveis para receber garantias de que não havia risco na estrutura física do local. A casa 1075, pertencente ao senhor Carneiro, foi uma das que recebeu a visita técnica de agentes da Defesa Civil. Atendendo aos pedidos, a arquiteta da Defesa Civil, Rosário Sá Ribeiro, e outros quatro técnicos analisaram caso e caso e mantiveram a posição de que nenhuma residência havia sido comprometida com o desabamento.
Afirmação esta que foi contestada por alguns moradores. Segundo Marília Cardoso, a parte de trás de sua casa, de nº 1.109 , está com rachaduras, dilatação do piso e afundamento de um pilar. “Nada estava assim antes. Eu quero que alguém assuma os meus prejuízos”, afirmou. Além dela, outros moradores também reclamavam pequenos danos como lajotas quebradas e pequenas perfurações nas paredes.
O Corpo de Bombeiros admitiu que, por estarem fechadas, algumas casas ainda não haviam sido vistoriadas, mas devem ser o mais breve possível. Quem quiser um laudo oficial da perícia técnica pode solicitar à Defesa Civil a inspeção de técnicos do Instituto Renato Chaves.
OPERÁRIOS
Os cerca de 800 operários da construtora Real Engenharia decidiram paralisar os trabalhos em protesto à demora nos resgates e à falta de assistência aos familiares dos dois trabalhadores desaparecidos na tragédia.
Em uma breve manifestação em frente às operações de retiradas de entulho, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Ailson Cunha, afirmou que a paralisação continuaria até que fossem encontrados os corpos dos colegas de profissão. “O resgate está muito lento. Se for necessário vamos entrar e ajudar a retirar os entulhos”.
A fim de demonstrar toda a insatisfação com o tratamento destinado às famílias dos dois desaparecidos, o sindicato coletou ajuda financeira entre as pessoas presentes, reunindo R$ 1.290 para entregar aos familiares desamparados. “Mesmo com toda essa situação de dor, ainda percebemos o desprezo à classe trabalhadora”, afirmou Ailson. Ainda pela manhã, alguns trabalhadores realizaram uma prece em homenagem aos operários desaparecidos. (Diáro do Pará)










VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!