Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), esteve em Belém esta semana para se juntar às entidades empresariais e da sociedade civil que trataram dos procedimentos que serão tomados pelos órgãos competentes em relação à tragédia do edifício Real Class, que desabou no último dia 29 na travessa Três de Maio, provocando a morte de três pessoas.
No encontro em Belém, que também teve o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a regularidade da obra, o presidente do Confea garantiu a participação do órgão nas investigações e as punições dos responsáveis pelo desabamento. Sobre possíveis culpados, afirmou que a empresa e o engenheiro residente são responsáveis por quaisquer construções, mas que somente após a perícia técnica poderão ser direcionados os encargos.
“Não podemos considerar que tudo é inseguro. Acidentes acontecem, mas sabemos que falhas precisam ser apuradas e punidas”, disse. Acompanhe a seguir a entrevista cedida ao DIÁRIO:
P: Como o Confea analisa episódios como o do desabamento do edifício Real Class em Belém, que vitimou três pessoas?
R: Com preocupação. Certamente a emoção que hoje domina as famílias que perderam seus entes queridos nos preocupa significativamente, assim como ao CREA do Pará, nosso representante aqui no Estado. São situações que podem ocorrer em qualquer profissão e que são totalmente indesejáveis. Fatos como esses precisam ser adequadamente apurados e determinadas as suas causas, bem como tomadas todas as precauções para evitar que voltem a acontecer, evitando assim tanto as perdas humanas como as materiais, dos donos dos imóveis. Esse é um processo que o Crea Pará vem conduzindo juntamente com várias entidades e organizações empresariais, profissionais e universidades. O objetivo é buscar oferecer o conhecimento e a expertise dos profissionais da arquitetura e engenharia para a apuração desse caso. Leia a entrevista completa no Diário do Pará
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