Foi sepultado na tarde de ontem, 08, em Tracuateua, o corpo de Mário José Moraes, vítima de acidente, durante uma explosão de dinamite, ocorrido no dia 29 de janeiro, na pedreira Santa Mônica, localizada em Tracuateua, no Pará. A Polícia Civil instaurou um inquérito sobre o caso e mantém as informações já levantadas em sigilo.
Mário José Moraes morreu em 07 de fevereiro na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Metropolitano, onde estava internado desde o dia em que sofreu acidente. Mário estava em uma Fiat Fiorino, juntamente com o colega de trabalho Benedito da Silva, na pedreira Santa Mônica, quando foram atingidos por um desmoronamento de um barranco. Sem esperar a chegada do Corpo de Bombeiros, os dois feridos foram removidos por colegas de trabalho e amigos de Tracuateua, em carros particulares, até o Hospital Santo Antônio Maria Zacaria, em Bragança, de onde foram encaminhados para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Benedito da Silva deixou o hospital na sexta-feira, 04, mas permanece em Belém, para acompanhamento final do tratamento.
A delegada Vanessa Lee, da Polícia Civil de Bragança, informou que foi instaurado inquérito para apurar as causas do acidente. O proprietário da pedreira Santa Mônica, Estevão Guimarães, que não aceitou falar com reportagem, e os funcionários que estavam presentes durante o acontecimento estão sendo ouvidos. O Instituto Médico Legal está periciando o caso, que permanece em sigilo de Justiça. “Está sendo investigado se houve negligência, imprudência ou outros motivos que tenham ocasionado o acidente para então podermos nos certificar se houve dolo”, explicou a delegada da Polícia Civil, Vanessa Lee, que está à frente das investigações.
(José Clemente Schwartz, da sucursal em Bragança)
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