“É a vida do meu filho. Não posso deixar ele morrer porque a máquina está quebrada”. Esses são os lamentos de Lucimar Vaz, uma mãe angustiada pela espera para que seja feita a cirurgia de angiofibrose de seu filho de 16 anos no hospital Ophir Loyola. A cabeleireira, que é mãe do jovem Gabriel, afirma que há um mês saiu do município de Tomé-Açu para que fosse feita a cirurgia de retirada de um tumor de sangue do menino.
Gabriel já vem lutando contra o tumor há cinco anos e aguarda para ser submetido a uma terceira cirurgia. Segundo Lucimar, a cirurgia só não aconteceu porque uma máquina necessária para o procedimento está quebrada. “Ele tem que fazer essa cirurgia, porque o tumor sempre volta. Mas ele precisa da máquina para estancar o sangramento”.
A máquina citada pela cabeleireira é a do serviço de hemodinâmica, que é utilizada nas cirurgias de alto risco para contenção de sangramentos.
Ainda segundo Lucimar, no HOL só existe um aparelho para atender diversos pacientes e já está quebrada há quase cinco meses. “Não é apenas o meu filho que espera pelo conserto da máquina. Somente na ala onde ele está internado tem mais quatro crianças. Fora o restante que eu não sei dizer quantos são”.
Como o conserto do equipamento ainda é incerto, algumas pessoas solicitaram a transferência dos pacientes para outros estados, como São Paulo ou Ceará, onde existem hospitais que realizam o mesmo tipo de tratamento e estão munidos dos equipamentos necessários. Mas até o momento essa transferência não havia sido liberada. “Nos deram um prazo de oito dias para termos a resposta da transferência, mas já passaram 10 dias e até agora nada”, reclamou Lucimar.
O Ophir Loyola informou através de nota que o aparelho Angiostar, que realiza a embolização arterial, procedimento que o paciente Gabriel Vaz necessita, entrou em manutenção corretiva no último mês de janeiro, através da empresa especializada Siemens. A avaliação técnica constatou problemas em duas placas de circuito impresso, sendo estas importadas da Alemanha.
As placas já estão no Brasil em processo de desembaraço na Alfândega. Enquanto o equipamento está em manutenção, o Ophir Loyola assegura que está tomando as providências para que o paciente seja encaminhado para realizar a cirurgia em outro hospital o mais breve possível, mas não detalhou o que está sendo feito e nem para que hospital o rapaz será encaminhado, nem quando. (Diário do Pará)
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