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Famílias dependem de doações para sobreviver

Aos poucos os moradores da passagem Vila Rica, atingida por um incêndio no dia 1º deste mês, tentam organizar a vida. Acomodados em casas de parentes e até em uma igreja do bairro de Canudos, as 34 pessoas que perderam suas casas para o fogo dependem das

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Aos poucos os moradores da passagem Vila Rica, atingida por um incêndio no dia 1º deste mês, tentam organizar a vida. Acomodados em casas de parentes e até em uma igreja do bairro de Canudos, as 34 pessoas que perderam suas casas para o fogo dependem das doações para reconstruir o que foi perdido. Na manhã de ontem, a Defesa Civil Municipal entregou às vítimas cerca de 100 quilos de alimentos não perecíveis e 300 quilos de roupas.

Desde que teve a casa consumida pelo fogo, a babá Ana Paula Monteiro está vivendo nos fundos de uma igreja que fica na passagem Roso Danin, onde também estão abrigadas mais duas famílias. Em um espaço de um cômodo, ela e os parentes dormem, se alimentam e tomam banho. Quase tudo o que eles têm para viver é fruto de doações. “A única coisa que é nosso são esses shampoos, o resto é tudo doado”, explica, mostrando os quilos de alimentos não perecíveis que receberam.

Ana Paula afirma que não é fácil viver nessa situação. “A gente tá tentando fazer o que pode, mas não é fácil. As roupas têm que ficar dentro de sacos e os colchões todos no chão”, conta. “Ficamos aqui com duas crianças de quatro anos e eles reclamam muito. Falam o tempo todo que querem ir pra casa”.

A vizinha de Ana Paula, Luzia Silva de Araújo, que também perdeu o lugar onde morava, é mais otimista. Na sua casa moravam sete pessoas, mas, depois do incêndio, a família foi distribuída pelas casas de parentes. Ela está morando com o neto e com mais três pessoas e no momento só pensa em reconstruir sua casa. “Depois que recebermos o cheque-moradia vamos poder fazer a fundação da casa que é o mais caro”, planeja. “A gente trabalha, ganhamos o nosso dinheiro. Depois da fundação, a gente resolve, vai construindo aos poucos. Vamos começar a luta tudo de novo”. Leia mais no Diário do Pará.

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