A morte de José Oliveira, 46 anos, deixou mais uma vez os órgãos de saúde em alerta. A suspeita de dengue hemorrágica mostra que o combate ao aedes egypti continua muito falho no Estado. O sangue de José foi encaminhado para análise no Laboratório Central do Estado e ainda não há previsão para resultado dos exames.
Segundo informações da coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Ananindeua, Sandra Souza, o paciente deu entrada na Unidade de Urgência e Emergência do Distrito Industrial às 7h05 da segunda-feira (14). Sandra afirma que José já se encontrava em um estado de saúde bastante comprometido e foi atendido pelo médico plantonista.
O paciente foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e foi feita a solicitação de leito, via Central de Leitos do Estado, para o Hospital das Clínicas, em Ananindeua, que é particular, mas conveniado com a prefeitura.
De acordo com Sandra Souza, o leito foi cedido na quarta-feira (16) no Pronto-Socorro Municipal do Guamá, onde José foi internado às 10h58, com sintomas bastante agravados, característicos da dengue com complicação hemorrágica. José morreu no mesmo dia, por volta das 12h45.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), José foi avaliado e chegou a ser internado. O sangue foi coletado para sorologia da dengue e o Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesma notificado para fazer a investigação do caso.
Do início do ano até então, foram notificados 4.484 casos suspeitos dedengue no Pará, 469 dos quais confirmados em 13 municípios. (Diário do Pará)
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