“Acordei com o porteiro batendo na minha porta dizendo pra descer. Eu e minha família ficamos meia hora aqui embaixo, aguardando, e disseram que foi uma rachadura apenas, nada sério”. É o que diz Lucas Muniz, morador do 33º andar de uma das torres do condomínio Real Season, após estalo sentido no prédio. A construção foi feita pela Real Engenharia, mesma empresa responsável pelo edifício Real Class, cujos 34 andares desabaram dia 29 de janeiro.
O major Roger Teixeira, do Corpo de Bombeiros, informou que a chamada foi recebida à 1h40 e os técnicos dos bombeiros e da Defesa Civil Municipal avaliaram que a “trinca” na parede da torre Summer foi provocada por dilatação do reboco no apartamento em questão. “Segundo os técnicos, nem sempre os estalos são de causa estrutural e aconteceu por causa da dilatação térmica provocada pelo calor e as chuvas. Vamos emitir um laudo em 15 dias para o condomínio e pedimos aos moradores que, caso aconteça novamente, nos avisem através do 190”, explicou.
De acordo com a arquiteta Rosário Sá Ribeiro, da Defesa Civil Municipal, todos os apartamentos foram vistoriados a pedido dos moradores. “Não houve problema na estrutura do prédio. O gesso nem chegou a cair, apenas aconteceu uma fissura no reboco. Se houvesse dano maior, teríamos pedido para os moradores saírem”.
No começo da tarde de ontem, o clima no prédio ainda não estava tranquilo. A moradora Eliana Dias contou que nada demais havia acontecido: “A moradora se assustou, e deixou todos preocupados, mas eu não ouvi nenhum estrondo. Esse prédio é seguro, tem uma estrutura estável, não tem que fazer sensacionalismo em cima disso por que o outro caiu”, afirmou.
A moradora que sentiu o abalo em seu apartamento foi procurada pelo DIÁRIO, mas o contato não foi permitido pela portaria do Real Season, localizado na avenida Bernal do Couto, no Umarizal. Leia mais no Diário do Pará.
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