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Belo Monte na pauta da ACP e do Governo do Pará

As obras de construção da maior usina hidrelétrica (UHE) da Amazônia, localizada no Estado do Pará, iniciou na última segunda-feira, 21, e as discussões sobre seus impactos ambientais e sociais continuam dividindo opiniões. Belo Monte é uma das principais

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As obras de construção da maior usina hidrelétrica (UHE) da Amazônia, localizada no Estado do Pará, iniciou na última segunda-feira, 21, e as discussões sobre seus impactos ambientais e sociais continuam dividindo opiniões. Belo Monte é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e terá potência de 11,2 mil megawatts e geração anual prevista de 38.790.156 MWh ou 4.571 MW médios A geração de energia começará em fevereiro de 2015.

Diante deste cenário, a Associação Comercial do Pará (ACP) foi palco de um seminário realizado no dia 22, pelo vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, que reuniu empresários, entidades de classe e membros do governo, no intuito de fomentar as discussões sobre os efeitos e os benefícios sociais que a produção de energia elétrica trará ao Estado. “É fundamental que sejam discutidos esses assuntos, pois há o retorno que o Estado deverá ter com a geração de energia”, destaca o presidente da ACP, Sérgio Bitar.

Neste sentido, durante o seminário, o vice-governador abordou aspectos da arrecadação tributária no Estado e convocou os empresários a fazerem um pacto de união para o desenvolvimento do Pará, afirmando que, “se todos se juntarem serão capazes de mudar tudo”.

“Grandes projetos como a usina atraem para o Estado muitos trabalhadores e, ao final da obra, essas pessoas permanecem no local sem perspectiva de trabalho, além da necessidade que terão de cuidados com saúde, educação, entre outros, causando um desequilíbrio nas contas do Estado”, defende o presidente da casa.

Tendo como base informações do Plano Nacional de Mineração, Helenilson Pontes afirmou que “o Pará do futuro é o Pará das grandes usinas hidrelétricas”. Com isso, acredita, será possível elevar a produção mineral paraense para 50% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, superando Estados como Minas Gerais.

Dados da Federação da Agricultura do Pará (FAEPA) indicam que o aumento no número de imigrantes no Pará não ajudou a gerar riquezas no PIB per capta. Para evitar problemas dessa natureza, a Associação propõe que os investimentos prevejam em seu escopo retornos para a população local. A entidade pretende que haja a revisão no modelo tributário para que o Estado usufrua dos benefícios da energia elétrica gerada pela Usina de Belo Monte.

Propostas

O vice-governador ressalta que o mais importante neste momento é colocar o Pará como protagonista em todos os processos econômicos realizados em seu território, especialmente nos setores energético e mineral, e ressaltou que “antes de pensar em mudar o Pará é preciso olhar para o Estado”.

Para o presidente da ACP “a sociedade, juntamente com o governo, tem que se unir para que o Estado não seja somente expectador, mas que também tenha um poder decisório nas grandes questões de projetos como este”. Segundo ele, as propostas apresentadas são ousadas no sentido de serem executadas, com isso a Associação e os demais participantes poderam difundir as ideias pautadas e assim, formar um trabalho conjunto.

(Dol, com informações da ACP)

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