O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) nesta quarta-feira (23) registra a notificação de 5.957 casos de dengue no Pará desde o início de 2011. Destes, 932 foram confirmados. No mesmo período de 2010 foram notificados 1.652, e confirmados 948 casos. De acordo com Amiraldo Pinheiro, diretor do Departamento de Controle de Endemias, o quadro não é assustador, mas exige atenção das autoridades de saúde.
O maior número de notificações ocorre em Belém (737 casos), seguido de Santarém (383) e Novo Progresso (309), ambos na região oeste do Pará. Enquanto em Belém há 50 casos confirmados, Novo Progresso lidera o número de confirmações, com 126 casos. Segundo a Sespa, só há casos de vírus tipo 4, capaz de provocar a dengue hemorrágica, na capital, com três casos confirmados em janeiro deste ano.
As notificações de casos de dengue, num primeiro momento, não refletem o quadro real da doença. Isso ocorre porque o sistema de saúde, nesse período de chuva na Amazônia, quando a incidência da doença é maior, considera os sintomas básicos como casos efetivos, a fim de evitar complicações posteriores ao paciente.
Prevenção - Uma gripe comum, por exemplo, pode ser tratada com remédios que, em caso de dengue, podem agravar o quadro do paciente. Se a gripe for tratada como dengue, os procedimentos preventivos evitam complicações. "Depois, os casos não confirmados são descartados, mas a priori qualquer febre com dor e prostração é registrada como dengue", explica Roseana Nobre, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sespa.
Dor abdominal aguda, dor nos olhos e vômitos com sangue ou não são indicativos de agravamento e de uma possível dengue hemorrágica. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado para uma unidade de terapia mais complexa.
"Nós estamos sugerindo a criação de um cartão da dengue, em que o paciente confirmado terá a descrição do seu histórico, especificando o tipo de vírus que o acometeu. Desse forma, será muito mais fácil identificá-lo como um paciente de risco", informou Amiraldo Pinheiro.
Nas residências, as medidas de prevenção continuam as mesmas, como evitar acúmulo de água parada e lixo, que se transformam em criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vigilância começa em casa e se estende pela comunidade. Os moradores devem denunciar possíveis focos do mosquito transmissor. (Agência Pará)
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