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Dengue hemorrágica faz mais uma vítima

O estado de saúde da paciente Fátima Pereira de Almeida, 45 anos, internada no CTI do Hospital Barros Barreto desde a última terça-feira (22) com suspeita de dengue hemorrágica é grave, segundo informações da própria família. Antes de ser transferida para

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O estado de saúde da paciente Fátima Pereira de Almeida, 45 anos, internada no CTI do Hospital Barros Barreto desde a última terça-feira (22) com suspeita de dengue hemorrágica é grave, segundo informações da própria família. Antes de ser transferida para o hospital, a paciente recebeu atendimento no Pronto-Socorro do Guamá, mas a família afirma que houve negligência.

Segundo a cunhada de Fátima, Nazaré Borcem, houve falha no atendimento no PSM. “Sábado, quando levamos ela, o médico a atendeu e ela foi hidratada e mandada pra casa. Mas na segunda ela piorou, tava com diarreia e febre”. Segundo ela, quando a paciente retornou ao hospital aumentaram os problemas no atendimento. “Ela chegou lá gelada, com pressão alta e o aparelho de medir pressão tava quebrado. Eu precisei gritar que ela tava morrendo para ela ser atendida”.

Nazaré conta que, após conseguir atendimento para a cunhada, a orientação médica passada foi de que a mulher fosse hidratada de forma contínua com soro. “Ela foi internada no corredor junto com um caso de tuberculose, um de meningite e outro de leptospirose”. A paciente ficou recebendo soro, mas Nazaré afirma que a orientação médica não foi cumprida à risca. “Às 22h de segunda acabou o soro dela e eu pedi pra enfermeira trocar, mas ela disse que a prioridade eram os medicamentos. Só foram colocar o soro de novo nela às 5h da manhã, quando ela já tava passando muito mal”.

SEM SORO

Foi durante esse período em que Fátima ficou sem soro que o quadro de saúde teria piorado. “Ela começou a sentir falta de ar e não conseguia mais urinar”. A família acredita que a situação de Fátima piorou pelas falhas no atendimento. “Ela não foi bem atendida, não teve assistência pra ela”, afirma a filha da paciente, Hellen Cristina Almeida Borcem.

Os familiares afirmam que os problemas não terminaram aí. “Só conseguimos um leito no Barros Barreto na terça às 14h30 e a ambulância não tinha um balão de oxigênio pra ela”, explica Nazaré. A situação da paciente só foi identificada como dengue hemorrágica quando ela deu entrada no hospital. “Esses médicos parecem que não conhecem os sintomas da dengue”, questiona Maria Geralda, cunhada de Fátima. O marido de Fátima, Jorge da Silva, esteve com a paciente no Barros Barreto ontem e disse que as notícias não são boas. “O quadro da minha mulher é gravíssimo. Ela quase não tem chances mais”.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), informou, através de sua assessoria, que irá apurar como foi feito o atendimento à Fátima de Almeida através dos prontuários para poder dar um posicionamento à família da paciente. Com relação ao fato de a vítima ter ficado no corredor, a assessoria informou que o PSM estava lotado no dia.

932 casos confirmados da doença este ano no Pará

Segundo a família da paciente, agentes da Sesma foram até a casa da família, no bairro do Guamá, e constataram dois focos do mosquito transmissor da dengue nas proximidades. Na rua da casa da família, tem uma casa abandonada onde, segundo o cunhado de Fátima, Carlos Borcem, foi encontrado um dos focos. “Tinha um morador aí nessa casa, mas ele foi embora e deixou desse jeito”. A fachada e o quintal da casa estavam tomados pelo lixo.

Balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), dá conta de que o número de casos suspeitos de dengue no Estado em 2011 já chega a 5.957, sendo que 932 foram confirmados. O número de casos confirmados ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando se confirmou 948 casos, diz a Sespa.

Belém é campeã em número de notificações, com 737 casos; seguido de Santarém com 383 e Novo Progresso com 309 casos suspeitos. Só há registro do vírus tipo 4 na capital, com três casos confirmados em janeiro deste ano. (Diário do Pará)

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