Três diagnósticos diferentes, dois hospitais percorridos e um final que pode acabar em tragédia. Esse é o drama enfrentado pelos familiares da jovem Amanda Franco da Silva, 17 anos. Desde o último domingo, ela está internada no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na travessa 14 de Março, em estado grave.
“Ela começou a apresentar um sangramento vaginal, depois muita dor de cabeça e febre, até que um dia desmaiou”, disse a mãe da jovem, Márcia Franco da Silva. Ela contou que Amanda percorreu dois hospitais e em cada um foi diagnosticada uma doença diferente. Depois de ficar dois dias internada na Santa Casa e cinco dias no PSM, ela foi liberada pelos médicos e voltou para casa. Não demorou muito e o quadro de saúde de Amanda piorou. “Ela desmaiou, começou a sangrar muito e a pele dela ficou toda manchada. Voltamos para o PSM e ela está internada na CTI”.
A mãe de Amanda acusa o hospital de negligência. “Ficamos a noite toda esperando um médico para atendê-la. Quando ele chegou, disse que ela estava entre a vida e a morte”. Mesmo com o quadro de saúde cada vez mais grave, os médicos ainda não haviam informado aos familiares qual a doença que Amanda tinha.
“Eles haviam falado que podia ser dengue hemorrágica, síndrome de hemorragia ou anemia crônica. Ontem (24), ficamos sabendo através da imprensa que não é nada disso e sim púrpura. Nem sabemos o que é isso”, disse dona Márcia.
Através de sua assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), informou que Amanda Silva chegou ao HPSM da 14 de Março em estado grave, “em pré-coma (não respondendo a estímulos), com o lado direito do corpo paralisado, hematomas pelo corpo, palidez e, segundo a família da paciente, com vômito escuro semelhante à borra de café”.
A Sesma informou que “ela foi atendida na clínica médica. No HPSM do Umarizal, recebeu hidratação, medicação, foi avaliada por um médico hematologista, que pediu a realização de exames laboratoriais emergenciais e foi cadastrada na Central de Leitos”.
Diz ainda a nota que Amanda “foi encaminhada para o CTI, recebendo até hoje (ontem), 10 bolsas de concentrado de hemácias, realizando ainda uma tomografia, além de ter um hemorragia digestiva controlada”. Contudo, segundo os últimos informes médicos, a paciente permanece em estado grave, está entubada e inconsciente, recebendo acompanhamento médico constante. (Diário do Pará)
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