A Defesa Civil do Estado está fazendo o monitoramento da situação de alguns municípios onde há a possibilidade de ocorrência de enchentes. O trabalho está priorizando o município de Marabá, no sudeste do Estado. A informação é do Major Augusto Lima, coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual. Segundo ele o município já está próximo da cota de alerta, uma medição que se utiliza da média das últimas cheias para avaliar a situação de cada município.
"O município que nos preocupa é Marabá, onde a cota de alerta é 10 metros e até ontem (24) estava em 9.96. Isso quer dizer que acima dela, possivelmente teremos problemas, com a certeza de pessoas desabrigadas ou desalojadas", alertou.
A Defesa Civil do Estado observa ainda as providências tomadas pela Comissão Municipal da Defesa Civil (Comdec) para enfrentamento da situação. "Em qualquer tipo de desastre é o município que precisa dar uma resposta imediata. Se o poder público municipal não tem condições de fazer isso, pede-se o apoio da Defesa Civil Estadual, já que somos uma rede onde um ajuda ou outro", revelou. Atualmente 89 municípios paraenses possuem a comissão municipal de Defesa Civil.
Lima detalha ainda que o enfrentamento às enchentes passa por quatro fases: prevenção, preparação, resposta ao desastre e reconstrução. "Atualmente estamos na fase da preparação, que é o momento de atendimento imediato das vítimas das enchentes. Por exemplo, em Marabá, se iniciou a montagem dos abrigos para as famílias que precisarem se retirar de suas casas, mas o município ainda não notificou nenhum registro de deslocamento de moradores. Já em Paraupebas, foram notificadas 42 famílias desalojadas (que tem para onde ir) e 10 desabrigadas (que se utilizam dos abrigos oferecidos pelo poder público), com um total de 100 famílias atingidas pelas cheias no município".
Lima esclareceu que cada município é obrigado a notificar o Estado quanto às ocorrências de famílias desalojadas ou desabrigadas e que essas informações integram a Notificação Prévia de Desastre (Nopred). Por sua vez, o governo Federal vem auxiliando as ações da Defesa Civil, enviando kits de ajuda humanitária, contendo um colchão, um travesseiro, um cobertor, uma fronha, um mosqueteiro e uma toalha.
Segundo o Major Lima, o Plano de Contingenciamento para Enfrentamento de Enchentes para todo o Estado do Pará já está sendo finalizado e deverá ser encaminhado, na próxima semana, ao secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, e ao governador Simão Jatene. O Plano prevê quais os órgãos que estarão envolvidos no enfrentamento, a logística usada nesse atendimento, os custos, a dotação orçamentária e as orientações básicas.
Belém
Na capital, a principal preocupação da Defesa Civil são as áreas de alagamento. Foram mapeados 48 pontos de alagamentos em Belém, o que, segundo o Major Lima, podem duplicar ou até triplicar nesse período chuvoso. No último final de semana, por exemplo, em que houve maré alta, saída da lua e período de precipitação, se alertou a Defesa Civil Municipal para a possibilidade de alagamento no Ver-o-Peso. "O monitoramento climatológico previa alagamento na área do Ver-o-Peso, na sexta-feira à noite, o que acabou não ocorrendo, mesmo com a previsão de maré na ordem de 3.7 metros", informou.
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