“Só Deus sabe como seria”. É assim que Mário Martins, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setrans-bel), se pronuncia sobre como seria o próximo domingo, quando os ônibus rodariam com as catracas liberadas. Do outro lado, a população também se mostra incrédula quanto à proposta e não se surpreende que a gratuidade tenha sido suspensa. “Já estava achando muito essa ideia ter ido pra frente”, opina a estudante Marília Fonseca.
O pedido de suspensão da gratuidade do transporte coletivo durante uma vez por mês foi solicitado pelo Setrans-bel e concedido pelo juiz Marco Antônio Castelo Branco, titular da 2ª Vara da Fazenda da Capital. Mário Martins explica que o pedido se deve ao fato de que as empresas não conseguiriam arcar com as despesas que seriam geradas. “Somos regidos por uma planilha de custos e não teríamos condições de manter esse prejuízo”.
O presidente diz ainda não acreditar que as empresas iriam conseguir cumprir a determinação. Segundo o Setrans-bel, cerca de oito mil funcionários trabalham atualmente nas empresas de ônibus de Belém. Se a medida que estabelece a gratuidade tivesse que ser cumprida, os usuários iriam arcar com os custos. “Isso refletiria nos preços das passagens dos ônibus”, conclui Mário Martins. (Diário do Pará)
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