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Obesidade atinge 10 mil paraenses

Um procedimento cirúrgico que vem aumentando consideravelmente no Brasil nos últimos anos é o de redução de estômago ou cirurgia bariátrica. O procedimento é indicado para pessoas com a chamada obesidade mórbida, ou seja, pacientes em que o sobrepeso, dei

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Um procedimento cirúrgico que vem aumentando consideravelmente no Brasil nos últimos anos é o de redução de estômago ou cirurgia bariátrica. O procedimento é indicado para pessoas com a chamada obesidade mórbida, ou seja, pacientes em que o sobrepeso, deixou de ser apenas uma questão estética, para se tornar uma doença.

De acordo com o médico Acácio Centeno, especialista em cirurgia bariátrica, hoje a obesidade se caracteriza como um dos grandes problemas da sociedade. Só no estado do Pará, pelo menos 10 mil pessoas sofrem com a doença. “As pessoas precisam se conscientizar de que a obesidade não é apenas uma questão estética e sim uma doença e ela não tem cura, apenas controle. Se o paciente não estiver disposto a mudar seus hábitos, principalmente os alimentares, a cirurgia não vai resolver seu problema”, sentenciou o médico, que defende a ideia de que a recuperação de pacientes com essa doença, depende do comprometimento que se tem consigo mesmo.

Hoje existem três tipos de cirurgias bariátricas, as restritivas, as mistas e as desabsortivas. Todas são cobertas pelo sistema único de saúde, o SUS, mas no Pará apenas o hospital Ophir Loyola realiza o procedimento de forma gratuita e a espera por uma vaga pode chegar até 5 anos, como explicou o médico. “Quando um paciente procura a rede pública ele vai passar por várias etapas e depois que o médico avaliar que o melhor é encaminhá-lo à cirurgia, ele ainda vai ter que esperar na fila e isso demora”.

Pela rede particular o procedimento sai caro, pode custar até 20 mil reais dependendo do tipo de cirurgia. Segundo o médico, o que encarece a operação é o custo elevado dos materiais.

Cirurgia apenas em último caso, aconselha especialista

A cirurgia bariátrica é indicada nos casos mais graves de obesidade, quando pacientes atingem o índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40. Esse índice pode ser medido da seguinte maneira: calcula-se o valor do peso, dividido pela altura ao quadrado, o resultado será o índice de massa. Há três tipos de obesidade, a primeira e menos grave é a obesidade leve, quando o IMC fica entre 30 e 34; a segunda, a obesidade moderada, quando o IMC vária de 35 a 39.9 e a terceira é a obesidade mórbida, quando o IMC ultrapassa os 40. Todos os graus da doença são causados pelos mesmos fatores, os principais deles são: a falta de exercícios físicos, a má alimentação e o fator genético.

Quem é obeso sofre de vários problemas de saúde e corre um risco muito maior de desenvolver doenças graves e que podem levar o indivíduo a morte. São mais de 30 problemas de saúde que podem acontecer com quem é obeso. Uma pessoa com obesidade vive cerca de 20% a menos que uma pessoa com peso normal. Segundo o médico, o problema tem se agravado nos últimos anos e tende seguir a linha do aumento, já que crianças e jovens desenvolvem cada vez mais cedo a obesidade. “Não dá para esquecer que crianças com sobrepeso são grandes candidatas a serem adultos obesos”.

BAGAGEM

Com mais de 1500 cirurgias bariátricas no currículo, Acácio Centeno foi eleito delegado da Associação Brasileira de Cirurgia Bariátrica. “Para mim isso veio como um reconhecimento do nosso trabalho pela sociedade. É uma honra ser escolhido para representar a classe”. (Diário do Pará)

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