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Nunca é tarde para alertar contra a Aids

Não é fácil tomar a decisão de fazer o teste para saber se está ou não infectado pela Aids. Mas é fundamental saber que o contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. E mais: quem busca tratamento no tempo certo e segue as

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Não é fácil tomar a decisão de fazer o teste para saber se está ou não infectado pela Aids. Mas é fundamental saber que o contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. E mais: quem busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.

Foi pensando nessa conscientização que ontem a Coordenação Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids realizou uma ação de saúde, oferecendo o teste rápido para diagnóstico do HIV, além de atividades de prevenção e esclarecimento das DSTs e Aids. Um teatro com artistas de rua foi montado em frente ao ônibus de exames, que esteve estacionado na Praça da República, para atender a população e tentar convencer quem porventura decidisse fazer o teste.

Dona Ana Maria Portal, de 58 anos, passeava pela praça com o esposo quando avistou o movimento da campanha e decidiu fazer o teste. “É a primeira vez que faço e pelo que sei é muito importante que as pessoas saibam se são ou não soropositivas, ou seja, façam o exame. As pessoas têm medo e os doentes ainda sofrem com o preconceito”, acredita.

Segundo o coordenador estadual da campanha, o médico Paulo Guzzo, o diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. Apenas uma gota de sangue da ponta do dedo é necessária para o teste rápido, que fica pronto em até 30 minutos. “O teste que estamos oferecendo aqui é rápido, seguro e sigiloso. Hoje, o Brasil tem cerca de 630 mil portadores do vírus e estima-se que 255 mil são portadores, mas ainda não sabem que estão infectados porque ainda não realizaram o exame”, explicou.

Antes e depois da realização do teste, o paciente passa por um aconselhamento e orientação, para se preparar caso o resultado seja positivo. “Orientamos que as pessoas que estiveram em situação de risco, ou seja, mantiveram relação sexual sem o uso de preservativo ou compartilharam seringas, façam o teste. A contaminação em mulheres é grande. Na faixa etária de mulheres entre 13 e 19, são 10 meninas para 8 meninos infectados. Já nas outras faixas continua sendo maior o índice de homens infectados”, esclareceu.

O TESTE

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. (Diário do Pará)

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