Confira partes da entrevista cedida por Benedito Nunes em 2000 a Marcos Nobre e José Marcio Rego, organizadores da publicação “Conversas com Filósofos Brasileiros”
Além de filósofo de reconhecimento internacional, estudioso de estética e um dos principais intérpretes do pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger (sobre quem escreveu “Passagem para o Poético”, de 1992), Benedito Nunes foi também um dos grandes críticos literários do Brasil. Autor de estudos inovadores sobre importantes nomes do Modernismo, como Oswald de Andrade e João Cabral de Melo Neto, pude comprovar, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2005, o respeito que o alto mundo literário lhe devotava.
Aquela edição da Flip prestou tributo à escritora Clarice Lispector. Nunes dedicou a ela seu primeiro livro, “O Mundo de Clarice Lispector”, de 1966, complementado em seguida pelo ensaio “O Drama da Linguagem” (1973, 1989). Como um dos principais palestrantes sobre a obra da autora de “A Paixão Segundo G.H.”, não pude deixar de compartilhar o orgulho de ser paraense ao ver todo o auditório levantar e aplaudir o mestre Benedito, logo após sua exposição.
Em fevereiro de 2000, Benedito Nunes concedeu a Marcos Nobre e José Marcio Rego, organizadores do volume “Conversas com Filósofos Brasileiros” (Editora 34), um valioso depoimento. Aliás, este livro traz depoimentos de 16 dos mais importantes filósofos do país, reunindo filósofos de percursos tão diferentes, de Miguel Reale e Gerd Bornheim, passando por José Arthur Giannotti, Leandro Konder, Bento Prado Jr, Marilena Chaui e Carlos Nelson Coutinho, entre outros. Leia no Diário do Pará trechos da entrevista com Benedito Nunes.
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