Ainda se encontra sob cuidados médicos, sendo mantido numa incubadora com oxigênio, na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal do Hospital Francisco Magalhães, em Castanhal, o recém-nascido que foi encontrado por volta das 5h de segunda-feira (28) em um matagal da invasão Olho D’água, no final do conjunto Rouxinol, bairro Jaderlândia.
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Até ontem (1º) o quadro de saúde do recém-nascido era instável, segundo a enfermeira-chefe e diretora do hospital, Dângela Marques. Através de exames, foi constatado que o bebê está com pneumonia, o que pode ter sido causada pelo período em que ele ficou exposto ao relento antes de ser encontrado. Ele está recebendo antibióticos para tratar a doença. O bebê chegou ao hospital com várias escoriações pelo corpo e na face, indícios de que tenha sido arremessado no matagal. Felizmente não tem nenhuma fratura.
“As primeiras 72 horas são as mais complicadas para qualquer recém-nascido. Ele inspira cuidados, pois não se sabe quanto tempo ele passou exposto ao relento. Por enquanto, não temos previsão de alta”, esclareceu.
JOSÉ EXPEDITO
O bebê do sexo masculino, nasceu de 38 semanas, aproximadamente nove meses, pesando 2.800 kg e com 48 centímetros de comprimento.
Ainda segundo a diretora do hospital, através da iniciativa dos funcionários da unidade, ele foi chamado de “José Expedito Magalhães”, médico conceituado e fundador do hospital, já falecido. “Nossa esperança é de que ele se torne um grande homem e quem sabe um grande médico”, disse a diretora emocionada.
Desde que o recém-nascido foi hospitalizado a unidade já recebeu inúmeras doações como fraldas, leite e roupas. Muitas famílias já demonstraram interesse na adoção, algumas já passaram por exames médicos para confirmar a possibilidade.
Dângela Marques afirma que a situação de “José Expedito” é comovente e também está dando a oportunidade da população conhecer o trabalho desenvolvido na UCI, que dispõe de 15 leitos que sempre estão ocupados, pois o atendimento é destinado a Castanhal e a vários municípios do nordeste paraense.
A maior clientela ainda é de recém-nascidos oriundos de famílias carentes. Com base nisso, ela pede para que a população continue fazendo doações não só ao recém-nascido abandonado, mas aos muitos recém-nascidos que hoje se encontram na UCI sob cuidados médicos.
É que as mães dependem da solidariedade para continuar mantendo o tratamento dos filhos.
Em Castanhal, a Polícia Civil continua investigando o caso para tentar descobrir o paradeiro da mãe do bebê. (Diário do Pará)
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