Prosseguir significa continuar, levar adiante, dar seguimento, seguir avante. E são exatamente estas palavras que motivam dezenas de crianças internadas no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e na ala de Traumatologia Grave (TG) do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) a seguirem suas vidas, vencendo as barreiras do trauma e da dor, através de um trabalho pedagógico desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Projeto Prosseguir.
E para comemorar o enfrentamento destes desafios, o dia de hoje, 04, foi de festa na ala da Pediatria. Ao som de marchinhas carnavalescas as crianças se fantasiaram de peixinhos, pescadores e baianas e desfilaram durante a festa de carnaval promovida por funcionários do projeto e do HMUE. Uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas e pedagogos entraram no clima e com perucas coloridas, máscaras e vários adereços, alegraram a criançada.
Com 19 anos de profissão e vestida de Xuxa, a “rainha dos baixinhos”, a técnica em enfermagem Maria José Lima diz que o projeto veio contribuir para a melhoria da ala pediátrica do hospital. “Foi um encaixe perfeito entre a equipe da pediatria e o “Prosseguir” que garante um ambiente mais alegre e mais humano para as crianças”.
Para deixar todo mundo mais contente, as crianças ganharam presentes doados por funcionários do hospital e voluntários e participaram de um delicioso lanche regado a bolo, doces, salgados e diversas guloseimas. Os pequenos aprovaram o dia de folia, e sorridentes, brincavam com seus presentes. O ambiente, antes repleto pelo choro foi tomado por sorrisos e até tímidas gargalhadas foram ouvidas.
Superação - As barreiras provocadas pela saúde fragilizada são superadas graças ao trabalho desenvolvido pela Seduc, que em parceira com o HMUE, implantou o Projeto Prosseguir, que além de garantir que as crianças em idade escolar continuem seus estudos enquanto estiverem internadas, promovem momentos de aconchego, lazer e entretenimento em um ambiente onde o medo é o sentimento predominante.
“Tenho certeza que este projeto é maravilhoso para as crianças. Vejo pela minha filha que quando chegou ao hospital, pedia para ir embora. Quando conheceu as tias do 'Prosseguir', parou de chorar, agora interage e adora a companhia de todas elas”, conta Marilene da Silva, mãe de uma menina de 9 anos, vítima de acidente de trânsito.
(DOl, com informações da Seduc)
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