A Defesa Civil do Estado divulgou mais um boletim sobre as enchentes no Pará. Das três regiões tradicionalmente mais afetadas, apenas no Sudeste, município de Marabá, existem pessoas desabrigadas pelo volume de águas do Rio Tocantins, que atingiu o volume de 11,72 metros de altura, 1,72 acima da cota de alerta.
Cerca de 306 famílias perderam suas casas e outras 248 estão desalojadas, ou seja, fora de seus domicílios, mas abrigadas em casas de parentes ou amigos. As famílias deslocadas, ou seja, que saíram de um imóvel para outro do mesmo dono, somam 79.
A Defesa Civil do Estado está trabalhando junto com o município no monitoramento da situação, mobilizando, para isso, os 46 bombeiros que trabalham no núcleo regional. "Importante dizer que o fenômeno das enchentes é sazonal e as ações para este período são organizadas com bastante antecipação, através de um monitoramento permanente. Além disso, estamos bem mais preparados que em anos anteriores, por isso conseguimos dar uma resposta rápida", explicou o major Augusto Lima, coordenador da Defesa Civil.
Enquanto o município não decretar estado de emergência, o que pode vir a ocorrer nos próximos dias, cabe à prefeitura controlar e coordenar a situação. "Nesse momento é que o estado passa a atuar, garantindo maior assistência à população, distribuindo kits de ajuda humanitária, cestas básicas e, se for o caso, solicitando apoio também do governo federal", diz Lima.
As famílias desabrigadas de Marabá estão alojadas em 15 espaços públicos, entre centros comunitários, escolas e igrejas. Todas estão recebendo apoio da Defesa Civil, que orienta àqueles se encontram em áreas de risco para que procurem um posto municipal do órgão. "Também é importante ter muito cuidado com as crianças e evitar o contato com água contaminada. Alimentos que tiveram contato com essa mesma água não devem ser ingeridos".
As outras regiões afetadas pelas enchentes são o Baixo Amazonas, sob influência do Rio Tapajós e Rio Amazonas, e a do Rio Xingu, que tem como pólo o município de Altamira. Neste último, a enchente afetou cinco ou seis pessoas, mas não há registro de desabrigados. Em Santarém ainda não há casos comunicados à Defesa Civil. (Agência Pará)
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