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O velho carnaval voltou?

As fotografias já desgastadas pelo tempo guardam lembranças que José Ribamar, 74 anos, não quer esquecer nunca. Nas fotos ele usa as fantasias de diversos carnavais que já participou. “É um jeito de recordar, mostro sempre para os filhos e os amigos”, con

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As fotografias já desgastadas pelo tempo guardam lembranças que José Ribamar, 74 anos, não quer esquecer nunca. Nas fotos ele usa as fantasias de diversos carnavais que já participou. “É um jeito de recordar, mostro sempre para os filhos e os amigos”, conta.

As fotos remetem para décadas passadas, quando o carnaval era bem diferente dos tempos atuais. “Os bailes de carnaval de antigamente tinham orquestras tocando as marchinhas. As pessoas usavam fantasias, a maioria de pierrô e colombina. Hoje não tem mais nada disso”, diz José, que atualmente é diretor da Velha Guarda da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná.

José relembra que o clima nas ruas na época do carnaval também era muito diferente dos de atualmente. “Na década de 50 tinha as batalhas de confetes, que aconteciam toda semana. As famílias iam juntas para os blocos e enfeitavam os carros. O melhor carnaval da cidade era no antigo bar do Condor, toda sociedade passava por lá”.

Nazaré Silva, 76 anos, também guarda boas lembranças dos antigos carnavais. “Lembro do último baile de carnaval que eu fui, em 1950. Eu tinha 15 anos de idade e estava fantasiada de jardineira. Era é maior diversão, gostava muito”, afirma. Na época, os bailes costumavam reunir as famílias. “Tinha baile infantil no Theatro da Paz e a maioria das pessoas ia fantasiada”, relembra.

As batalhas de confetes também estão nas lembranças de Nazaré. “Lembro das que aconteciam na Praça Brasil, eram muito animadas. Eu sinto saudades desse tempo, me diverti muito nessa época. O carnaval de antigamente era melhor, as pessoas sabiam brincar. Só o que restou dessa época foram as marchinhas”, diz.

Maria Rosa de Souza, 57 anos, afirma que antes as pessoas podiam curtir o carnaval sem se preocupar com a violência. “Todo mundo brincava e, no fim da festa, vínhamos andando pela rua, com os sapatos nas mãos. Hoje ninguém mais pode fazer isso”. De todos os bailes de carnaval que já participou, um ficou marcado para sempre: o do ano de 1968. “Foi lá que eu conheci o meu marido. Eu estava fantasiada e dancei com ele. Senti que ia dar certo. É uma ótima lembrança”, conta. (Diário do Pará)

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