Um resgate no mar agitou o domingo tranquilo de Carnaval na praia do Atalaia, município de Salinópolis, a cerca de 200 quilômetros de Belém. Várias pessoas se aglomeraram para ver a operação na praia: um helicóptero modelo L. Braz Esquilo sobrevoou além da rebentação e um soldado do Corpo de Bombeiros atirou-se na água para fazer o salvamento do afogado. Depois, a vítima foi transportada a bordo de um grande puçá até a areia, onde recebeu os primeiros socorros e foi levada na ambulância de resgate.
Na verdade, o resgate foi uma simulação planejada pelo Corpo de Bombeiros para testar seus guardavidas e equipamentos em situação de emergência. O treinamento mobilizou dezenas de homens que compõem hoje o quadro de 52 bombeiros prestando serviço no Município.
"Ninguém na praia sabia que se tratava de um treinamento. Isso também tem um efeito de deixar a população alerta, fazendo-a pensar que a falta de cuidado pode trazer perigos como este", disse o tenente Marco Scienza, o bombeiro que se fez passar por vítima no treinamento.
O comandante da operação, o capitão Michel Nunes, lembrou que a segurança deve ser uma preocupação constante do cidadão. E ela se dá em várias situações, desde a proteção do Sol até o cuidado em não ingerir bebidas alcoólicas se for dirigir ou se for ao mar tomar banho. "A bebida dá mais confiança à pessoa, que acaba extrapolando os seus limites sem perceber", disse.
Ontem no final da manhã, o Detran registrou a passagem de 20 carros por minuto no trevo do Atalaia, um número relativamente baixo para o histórico do balneário. Com menos carros e pessoas do que o normal, não houve muitas ocorrências, mas a preocupação está sempre presente.
"Outra coisa é que os carros têm que rodar a uma velocidade de 20 a 30 quilômetros por hora na praia. A gente vê pessoas dirigindo a 50 quilômetros por hora e isso é um absurdo", disse o empresário Valtemir Cunha de Souza, 40.
O capitão Marlon Brito, piloto do helicóptero Resgate 01, do Corpo de Bombeiros, informou que o equipamento baseado em Belém é usado prioritariamente para resgate e salvamento em praia, e que 70% da clientela dele estão situados no arquipélago do Marajó, de mais difícil acesso. "Nós temos autonomia, porém, para atuar em todo o Estado com bases para reabastecimento", informou.
Além do helicóptero, o Corpo de Bombeiros dispõe de uma lancha de resgate, quadriciclos, ônibus e ambulância que auxiliam nessas operações.
(Secom)
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