Lady Gaga, Super Homem, Mulher Maravilha, Garotas Super Poderosas, Michael Jackson, fadas e princesas, anjos e diabos. Todos eles deram o ar da graça na folia de Vigia, considerada uma das maiores festas do carnaval do Pará. Cerca de 50 mil pessoas curtiram nesta segunda-feira (7) o terceiro dia de carnaval pelas ruas estreitas da cidade histórica. A festa foi marcada pela irreverência e ousadia dos principais blocos, as Virgienses, os Cabraçurdos e Gaiola das Loucas. “Essa é a segunda vez que estou em Vigia e está maravilhosa. Não quero saber de outro carnaval. Aqui é tudo de bom”, disse o empresário Marcos do Nascimento, 23 anos, incorporando a fantasia de doméstica com glamour.
Homens vestidos de mulher tinham lugar certo - o tradicional bloco ‘As Virgienses’, que completou 25 anos este carnaval e que foi o primeiro a desfilar. O bloco nasceu em uma quarta-feira de Cinzas, quando ninguém pensava em blocos de rua. “Estávamos reunidos no bar do seu Rui Monteiro e pensando que poderíamos fazer algo diferente para animar o que estava acabando. Então um grupo de vinte amigos se vestiu de mulher e saímos pelas ruas animando. Assim nasceu o melhor bloco do carnaval de Vigia”, se gaba Júlio Leal, um dos fundadores das Virgienses.
Pelas ruas estreitas de Vigia, o tom da festa ficou por conta das marchinhas, frevo, axé baiano e, como não poderia faltar, o tecnobrega paraense, que tocava pelos trios elétricos, arrastando a multidão. Para animar ainda mais a folia, dois mil litros de caipirinha foram distribuídos de graça às Virgienses.
“Este ano compramos mil litros de cachaça, 10 quilos de limão, 40 de açúcar e 60 quilos de gelo. A melhor caipirinha do carnaval está em Vigia”, contou Júlio Leal.
O carnaval de Vigia agrega todas as tribos, classes e idades. A dona de casa Maria Conceição Dias, 64 anos, era uma das mais animadas no bloco dos Cabraçurdos. Nascida em Vigia e moradora de Belém, ela nunca deixou de curtir o carnaval na cidade natal. “Este ano eu me vesti de palhaço para alegrar a todos. Ano passado eu era o Super Homem”.
Mulheres vestidas de homem estavam no bloco ‘Os Cabraçurdos’. Amigas, as empresárias Tânia Costa, Patrícia Brito e Mônica Ferreira deixaram de lado a responsabilidade do dia a dia para liberar a fantasia de policiais federais. “Somos autoridade nesse carnaval e vamos sair prendendo quem não se enquadrar”, disse Tânia Costa. As fantasias de agentes da PF saíram por R$ 100, cada. (Diário do Pará)
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