Nada de buzinas, engarrafamento, demora, obstáculos ou estresse. Ruas tranquilas, calçadas desocupadas, pouca coisa pela frente. Quem ficou em Belém no feriado de carnaval e precisou dirigir por algumas das ruas mais movimentadas da cidade vivenciou uma experiência no mínimo diferente.
Em plena tarde de segunda-feira (7), a avenida José Malcher estava livre, com apenas alguns carros que aproveitavam a calmaria da rua acostumada a engarrafamentos diários. Em meio à tranquilidade, pedestres atravessavam a passos lentos, tomando sorvete. Em alguns momentos, os semáforos abriam passagem apenas para o vento. O vazio só não era maior por conta do transporte coletivo.
A realidade da avenida Nazaré também estava bastante diferente do normal, com trânsito fluindo como quasen nunca se vê na via.
Na avenida Presidente Vargas, onde a disputa entre ônibus, carros e pedestres por espaço se torna cada vez maior, o barulho predominante era o das folhas das mangueiras balançando com o vento. Em volta da Praça da República, pela avenida Osvaldo Cruz, os motoristas podiam escolher o melhor lugar para estacionar - vaga não era problema. “Está uma tranquilidade essa praça. Quem dera se fosse assim pelo menos uma vez por mês”, imaginava Dorival Maciel, funcionário de uma banca de revistas localizada na praça.
Durante os dias úteis, o ritmo no local é bem diferente. “Normalmente é muita gente andando, aquele trânsito infernal, barulho”.
Enquanto muitos aproveitam a agitação dos balneários, o que sobrou na capital foi o silêncio. “Quase não se escuta barulho de carro hoje, dá até para cochilar”, aproveitava Dorival. (Diário do Pará)
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