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Meio milhão de mulheres invadiram o mercado

A participação da mulher paraense no mercado de trabalho cresceu no período de 1999 a 2009. O crescimento representou a incorporação de mais 522 mil mulheres na População Economicamente Ativa (PEA). Elaborado pelo Instituto Econômico Social e Ambiental do

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A participação da mulher paraense no mercado de trabalho cresceu no período de 1999 a 2009. O crescimento representou a incorporação de mais 522 mil mulheres na População Economicamente Ativa (PEA). Elaborado pelo Instituto Econômico Social e Ambiental do Pará (Idesp), com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE, o estudo mostra que a presença da mulher no mercado de trabalho passou de 41,12% para 43,07%.

De acordo com o levantamento feito por técnicos do Idesp, esse avanço aconteceu, em grande parte, em razão das mudanças econômicas, culturais e políticas decorrentes, seja da ação do movimento de mulheres, que proporcionou o aprimoramento da legislação trabalhista e diminuição da discriminação; seja pela necessidade de obtenção de uma renda média maior.

Mesmo sendo motivo de comemoração, o estudo detectou alguns problemas vivenciados pelo sexo feminino no mercado de trabalho, como, por exemplo, evidências preliminares da subutilização da força de trabalho feminina - considerando que sua participação é bem inferior à apresentada pela população masculina. O processo discriminatório a que a mulher é submetida, revela-se a princípio, em taxas de desocupação superiores (12,68% contra 7,74%) àquelas registradas entre os homens e prossegue, de forma evidente, a partir do momento em que ela passa a ocupar um posto de trabalho, seja recebendo remunerações médias inferiores, seja desenvolvendo atividades mais precárias ou de menor qualificação.

Isso é comprovado quando é analisada a participação das mulheres em determinados segmentos. As mulheres são predominantes em quatro grupamentos de atividades: Serviços Domésticos (93,9%), Educação, Saúde e Serviços Pessoais (76,8%), Outros Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais (56,0%) e Alojamento e Alimentação (63,0%).

Outro fator que comprova a desigualdade é que aproximadamente 53% das trabalhadoras apresentam rendimentos mensais de até um salário mínimo, enquanto esse percentual entre os homens cai para 34%. Para compensar o desnível, os estudos mostram ainda que a participação das mulheres chefes de família que recebem rendimentos acima de cinco salários mínimos, se aproxima da dos homens: 4% contra 7%.

AVANÇO NO MERCADO
Esse avanço aconteceu, em grande parte, em razão das mudanças econômicas, culturais e políticas decorrentes, seja da ação do movimento de mulheres, que proporcionou o aprimoramento da legislação trabalhista e diminuição da discriminação; seja pela necessidade de obtenção de uma renda média maior. (Agência Pará)

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