plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Para a mulher, ter trabalho é ter independência

A autônoma Eliana Gomes começou a trabalhar desde cedo vendendo churrasquinho no Ver-o-Peso com a madrasta. Tinha apenas14 anos e desde então não parou mais. Hoje, vende comidas típicas em uma banca. “É bom a mulher ter o seu próprio dinheiro pra não ter

twitter Google News

A autônoma Eliana Gomes começou a trabalhar desde cedo vendendo churrasquinho no Ver-o-Peso com a madrasta. Tinha apenas14 anos e desde então não parou mais. Hoje, vende comidas típicas em uma banca. “É bom a mulher ter o seu próprio dinheiro pra não ter que depender de ninguém”, explica. Ela não é a única mulher que trabalha na sua família. Sua irmã, mãe solteira, também é responsável por colocar dinheiro em casa. “É isso (o trabalho) que faz com que a mulher conquiste cada vez mais espaço”, acredita.

A participação da mulher no mercado de trabalho é cada vez maior, ainda assim o domínio masculino ainda é grande em grande parte do país. No Pará, em 2009, 59,32% da População Economicamente Ativa (PEA) era composta por homens e apenas 40,68% por mulheres, segundo o Dieese.

No dia em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, é inevitável avaliar essa realidade. A coordenadora do Fórum de Mulheres, Nildes Souza, acredita que há motivos para o 8 de Março ser comemorado, mas ainda é preciso garantir mais conquistas. “O Dia da Mulher é referência para nós como um reconhecimento da nossa luta. Mas a mulher continua lutando pelo mercado, por mais espaço em diversas áreas”.

Nesse sentido, ela acredita que o mais importante é a busca pela liberdade. “Sempre a mulher foi vista como objeto e não como sujeito. Por isso, a busca pela liberdade é fundamental. Para que a mulher possa galgar mais espaços de poder ela precisa estar livre da injustiça e da opressão”.

Além de estarem em menor número, as mulheres também são as que recebem o menor salário. No Pará, as mulheres têm um rendimento médio mensal de R$ 662, enquanto o dos homens é de R$ 895, aponta o Dieese. “Falta aprofundar as leis para que não haja mais esse tipo de discriminação”, acredita Nildes.

Direitos existem, mas ainda não saíram do papel

Já a professora de direito do trabalho, Emília Farinha, diz que o problema não está na legislação. “Hoje, a mulher tem pela CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) os mesmos direitos que os homens, mas na prática ainda há discriminação”, afirma. “Uma coisa é você ter direitos, outra é eles se efetivarem”.

Para Emília, a maior diferença entre as remunerações de homens e mulheres se dá em cargos de menor responsabilidade. Mas ela vê avanços na magistratura e desembargo. “A tendência é de que isso venha a melhorar. Se olharmos para trás veremos que já avançamos muito”.

A procuradora federal aposentada Elieth Pinto da Silva, acredita que hoje é mais fácil garantir esses direitos do que quando ela começou a trabalhar. “Antigamente era muito mais difícil. Hoje as jovens têm a facilidade da tecnologia que não tínhamos antes”.

Para ela, a mulher, hoje, representa um papel fundamental na sociedade. “O papel da mulher é super-importante. Ela tem toda a condição para assumir a direção da casa e do trabalho”, afirma. “A mulher sempre alcançou espaço quando se propôs a alcançar. Hoje se tem a facilidade do estudo, tem muito mais oportunidade. Basta ter um objetivo e estar pronta para galgar sempre mais”, complementa o marido de Elieth, Raimundo Pinto da Silva, também aposentado. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!