Eram 14h46 no Japão (2h46 no horário de Brasília) quando o país foi atingido pelo maior terremoto já registrado no país, o sétimo maior já registrado no mundo. Com a falta de energia causada durante o terremoto, a paraense Karla Kon usou o celular para enviar notícias pelo Twitter.
"TERREMOTO". Postou Karla em seu perfil no Twitter no exato momento em que a terra começou a tremer no país. "Começou às 2 da tarde e não parou mais. Ficamos 6 horas sem energia" contou Karla, que foi pega de suspresa pelo tremor. ""Pensei que fosse morrer, foi muito forte! Tinha acabado de sair do banho!".
Karla tem 23 anos e mora no Japão há 6 anos com o marido e a filha na cidade de Yokohama, segunda maior do país, onde o terremoto teve a mesma intensidade das áreas costeiras, mas os tremores foram suficientes para assustar a população. "Não parava de tremer, de 10 em 10 minutos tremia tudo!" contou karla, no Twitter.
Filha de Japoneses e nascida em Belém, Karla ficou sem energia e sem bateria no telefone por algumas horas, impossibilitada de entrar em contato com os pais, que ainda moram em Belém. "Acabei de falar com meu pai, para tranquilizá-los. Parece fim de mundo! Você fica desesperada! Sem energia, sem conseguir falar com a família."
Estimativas apontam que os tremores podem se extender por até um mês, mas com o risco de tsunamis reduzido. "Estamos todos bem, mas com aquele medo de que o pior aconteça" afirmou Karla.
A Embaixada Brasileira no Japão está de plantão. Informações pelo email comunidade@brasemb.or.jp
Em caso de emergência: +81 3 3404-5211
Paraense em Tóquio: "parecia o fim do mundo!"
"O som dos prédios balançando fazia parecer o fim do mundo. Eles balançavam de um lado pro outro, como se fossem de papel. Pensei que fôssemos morrer". Assim a paraense Thábata definiu a situação pela qual passou durante o terremoto em Tóquio, onde mora com o marido e a filha há quatro anos.
Em entrevista ao portal UOL, Thábata Reis Pontes, de 23 anos, contou que os japoneses reagiram calmamente ao terremoto. "Os japoneses ficaram olhando a situação, sem muito pânico. Assim como nós, estavam na rua esperando o tremor mais forte passar, porém, calmos, comentando que tinha sido forte".
Thábata relatou já ter presenciado outros terremotos de menor intensidade, e ressaltou a situação vivida no país. "A orientação do governo é permanecer em lugares seguros. Quem não conseguiu chegar em casa, que procure um lugar seguro para passar a noite. O gás está cortado e os telefones não funcionam, por medida de segurança."
(DOL, com informações do Portal UOL)
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