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Mulheres são alvo de campanha educativa

As mulheres conquistaram a igualdade em muitos aspectos, mas continuam tendo seus direitos bastante desrespeitados. Só no ano passado, a Delegacia da Mulher, em Belém, registrou 6.875 ocorrências de violência, sendo que boa parte é de natureza sexual ou e

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As mulheres conquistaram a igualdade em muitos aspectos, mas continuam tendo seus direitos bastante desrespeitados. Só no ano passado, a Delegacia da Mulher, em Belém, registrou 6.875 ocorrências de violência, sendo que boa parte é de natureza sexual ou envolve lesão corporal.

No aspecto do tratamento dessas mulheres, a saúde pública tem papel importante, pois é o atendimento qualificado e humanizado a elas que irá tornar possível cuidar adequadamente e orientar sobre as providências para sair da situação de risco.

Desde o começo de março, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) vem promovendo aos domingos, na Praça Batista Campos, atividades educativas sobre prevenção de câncer de colo do útero e de mama, orientações sobre DST/Aids, aleitamento materno, saúde bucal, saúde mental, hipertensão arterial e diabetes, controle do tabagismo, dengue, tuberculose e hanseníase.

NOTIFICAÇÃO

Os servidores da Sespa também prestaram informações sobre a campanha que visa aumentar a utilização da ficha de notificação da violência doméstica familiar e sexual pelos profissionais de saúde que trabalham na área pública e privada.

“A ficha de notificação não é uma denúncia que irá para a delegacia. É uma forma do sistema de saúde ter o controle das incidências de violência, principalmente contra mulheres e crianças, para que se desenvolvam políticas de saúde voltadas para combater esse problema”, enfatizou o secretário estadual de Saúde, Hélio Franco.

Segundo ele, a Sespa reúne hoje com conselhos de profissionais de saúde para falar da importância das fichas. A secretaria é responsável pela capacitação dos profissionais para eles entenderem como se deve utilizar a ficha cada vez que uma mulher der entrada aparentando ter sofrido algum tipo de violência.

“Precisamos saber de onde a violência parte, de que tipo é, além de incentivar que a mulher preste queixa. Por isso temos que capacitar médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e aumentar o número de registros de notificação”, reforçou Franco.

Diretora do departamento de Atenção a Saúde da Sespa, Jane Monteiro Neves explicou que o programa de atividades educativas ocorreram ainda em Santarém e Colares e devem acontecer em Marabá. “Precisamos de dados estatísticos para melhorar as políticas de enfrentamento da violência sexual. A ficha existe em todos os serviços de saúde, mas não é utilizada. Temos que fazer cumprir a lei e a portaria 104/2011 do Ministério da Saúde, que inclui a violência contra a mulher na lista de doenças ou eventos de relevância pública”, informou. (Diário do Pará)

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