Um jato d’água para aliviar o calor e amenizar a angústia. Certamente, o banho proporcionado por agentes do 6º Subgrupamento de Bombeiros Militar causou essa sensação em moradores do loteamento Charlelândia, no município de Santa Bárbara do Pará. A cena foi flagrada pelo DIÁRIO no final da manhã de ontem (14), após um protesto promovido pelos próprios moradores, que interditou por alguns minutos a rodovia Augusto Meira Filho (principal acesso ao distrito de Mosqueiro).
Com pneus e troncos em chamas interrompendo a estrada, a manifestação ocorreu porque há mais de três dias cerca de 700 famílias do loteamento não têm água nas torneiras. “A gente acorda para trabalhar e levar os filhos no colégio e não tem água para encher um balde sequer”, reclamou Manoel Antônio da Conceição, de 65 anos, presidente da comunidade do loteamento Charlelândia. Ele afirma que o racionamento no abastecimento de água no local já se estende por mais de um mês.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Após uma breve negociação, um grupo de moradores foi conduzido até a sede da Prefeitura Municipal de Santa Bárbara do Pará, onde foram recebidos pelo secretário de Obras, Larrir Nelson.
Segundo o líder comunitário Manoel da Conceição, o secretário garantiu que na próxima quarta-feira estará sendo inaugurado um novo sistema de abastecimento de água que contemplará o loteamento Charlelândia.
Enquanto isso, moradores aproveitaram a presença da viatura do 6º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros para abastecer diversos baldes e suprir, temporariamente, a escassez que assolou todas as famílias que residem no bairro durante os últimos dias.
O DIÁRIO tentou contato com Larrir Nelson, mas ele não atendeu aos telefonemas feitos por nossa equipe. O prefeito do município, Ciro Góes, também não foi encontrado. Ciro é irmão de Waldez Góes, ex-governador do Estado do Amapá, preso em setembro de 2010 pela Polícia Federal, juntamente com 17 pessoas, durante a “Operação Mãos Limpas”, sob acusação de desvios de recursos públicos da educação do Estado do Amapá, bem como da União, estimados em R$ 300 milhões. (Diário do Pará)
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