Os sintomas da dengue costumam confundir muita gente e até mesmo profissionais de saúde. A importância de um diagnóstico preciso e os meios de tratamento são vitais para evitar o agravamento de casos e até mesmo mortes.
Ontem, profissionais da área da saúde, estudantes e a comunidade puderam participar de uma videoconferência no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) onde a dengue foi o tema. “O objetivo é focar em profissionais que estão fora dos grandes centros”, afirmou Teresa Bordallo, coordenadora da Rede Universitária de Telessaúde e Telemedicina (Rute) do HUJBB. A palestra foi transmitida para os campi da Universidade Federal do Pará (UFPA).
A especialista convidada, a médica Consuelo Oliveira, pesquisadora do Instituto Evandro Chagas (IEC) e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), disse que, além de informar sobre a doença, o objetivo era aumentar o estímulo para não perder pacientes vitimados pela dengue. “Para isso é importante o reconhecimento dos sintomas porque eles se assemelham a outras doenças, como leptospirose e malária”.
Segundo a médica, às vezes o profissional pode ter dificuldade para fazer o diagnóstico por conta das condições de trabalho. “Algumas unidades de saúde não dispõem de recursos. Temos excelentes profissionais, mas às vezes não dispõem de um exame de sangue”, afirma.
Consuelo alerta para os sintomas da doença e dá orientações à população sobre como agir diante de um possível caso da dengue. “Se a pessoa tiver febre até cinco ou sete dias e mais dois sintomas como dor de cabeça, dor nos olhos, nos músculos, pequenos sangramentos (gengiva, nariz) e manchas vermelhas na pele já exige um cuidado mais apurado”, diz.
Diante dos sintomas, alguns cuidados são necessários. “É preciso fazer o controle da febre com paracetamol ou dipirona, aumentar a oferta de líquidos. Caso haja sangramento, a indicação é procurar imediatamente uma unidade de saúde”. (Diário do Pará)
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