Prefeitos dos seis municípios que formam a Região Metropolitana de Belém assinaram, na tarde de ontem, uma carta de compromisso para a criação de um consórcio que busque soluções conjuntas para o problema do lixo. Por dia, o aterro sanitário do Aurá, em Belém, recebe quase duas mil toneladas de resíduos dos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Santa Isabel e Benevides.
“Com esse instrumento jurídico, vamos deliberar ações de forma plural e tirar a melhor alternativa para o lixão do Aurá, que é o nosso principal desafio como prefeitos. Hoje o lixão está ultrapassando a legalidade e a condição de sustentabilidade”, disse Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua e presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep).
Para Barbalho, definir um novo destino aos resíduos sólidos da RMB tem que levar em conta a viabilidade econômica e ambiental. “É fundamental identificar qual o melhor perfil desse novo receptor dos resíduos sólidos. Seja um aterro sanitário ou compostagem que possa gerar energia, o importante é pensar com cuidado no município em que será implantado e se tem condições econômicas e ecológicas para tal. Temos que discutir como ele será construído, se com recursos públicos ou até mesmo com uma parceira público-privada”, observou.
A região metropolitana de Belém não é a única a enfrentar o dilema do lixo. As cidades das regiões Norte e Nordeste são as que mais têm problemas com a destinação do lixo produzido. “O lixo é uma problemática do Brasil todo, porém mais grave nas regiões metropolitanas dessas duas regiões onde ainda faltam mais investimentos econômicos e uma mudança da cultura da população. Nessas regiões, pouco se fala em reciclagem, por exemplo”, observou Carlos Vieira, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) (Diário do Pará)
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