A regularização do transporte alternativo, o aumento da tarifa de ônibus e a gratuidade do serviço durante um domingo por mês marcaram o debate da sessão especial da Câmara Municipal de Belém (CMB) que aconteceu na tarde de ontem para discutir o sistema de transporte da capital. Durante quatro horas de sessão, muito foi discutido, porém, nada de concreto foi definido.
“Um dos motivos que nos motivaram a convocar essa sessão foi a decisão das empresas de ônibus de Belém de aumentar a passagem para R$2,15, quando houve o perdão de uma dívida de 80 milhões às empresas de ônibus”, disse o vereador Marquinho do PT.
O assessor técnico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setrans-Bel), Délcio Souza, se reservou a repetir que os custos para a manutenção dos ônibus são altos. “Não existe nada de graça. Eu faço uma crítica construtiva à câmara para que lute para que o orçamento do setor de transporte tenha mais recursos”.
A falta de um posicionamento definido também foi percebida no pronunciamento da diretora superintendente da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), Ellen Margareth. “Não é a CTBel que estabelece legislações, ela tem o papel de fiscalizar. Como podemos tratar o transporte alternativo se não tem lei para ele. Não é do dia pra noite que se resolve isso”.
Como encaminhamento final da sessão, ficou decidido, apenas, que haverá uma reunião da CTBel com os representantes de transporte alternativo, sem data definida.
MOTOTAXISTAS
A regularização do serviço de mototáxi em Belém pode ser definida na manhã de hoje quando o Conselho de Transportes do Município de Belém se reunirá com o vereador Marquinho do PT, autor da lei, na sede da CTBel.
“Estamos trabalhando para que amanhã (hoje) se consiga a regulamentação”, afirmou Margareth. (Diário do Pará)
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