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Tuberculose atinge 3,3 mil por ano no Pará

Hoje é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose. Para marcar a data, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), em parceria com o Comitê Metropolitano Tuberculose Pará vai realizar seminário sobre Tuberculose e fazer o lançamento oficial da Cam

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Hoje é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose. Para marcar a data, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), em parceria com o Comitê Metropolitano Tuberculose Pará vai realizar seminário sobre Tuberculose e fazer o lançamento oficial da Campanha Estadual com slogan “Tuberculose: conhecer para controlar”.

A tuberculose é uma doença transmissível quase tão antiga quanto a história da humanidade. Foram encontradas evidências a ela atribuídas em esqueletos de múmias do antigo Egito (3000 A.C.) e mais recentemente em múmia pré-colombiana no Peru.

No mundo, são cerca de 9 milhões de casos novos de tuberculose com 1,7 milhão de mortes por ano. Em nosso país, ocorrem anualmente cerca de 72 mil casos novos e 4,7 mil mortes por ano, esta doença é a 4ª causa de mortes por doenças infecciosas e a 1ª em pacientes portadores de HIV/Aids.

O Pará registra, em média, 3.300 casos novos por ano e possui 7 municípios prioritários para o controle da tuberculose pelo Ministério da Saúde (Abaetetuba, Ananindeua, Belém, Bragança, Castanhal, Marituba e Santarém), inseridos em uma lista de 181 municípios em todo o Brasil.

No ano de 2010, foram registrados, até o momento, 3.309 casos novos de todas as formas de tuberculose no Estado. Hoje, ocupamos o 3º lugar em incidência no país, com uma taxa de incidência de 47,8/100.000 hab. Esse valor nos coloca na classificação nacional como área endêmica, ou seja, temos casos de tuberculose durante todo o ano e independente de qualquer fator externo.

O objetivo maior do programa é descobrir os casos e tratá-los corretamente, eliminando assim as fontes de infecção e quebrando a cadeia de transmissão da doença. O Estado hoje descobre cerca de 70% dos casos programados para cada ano, segundo o que preconiza o Programa Nacional, e os esforços despendidos têm sido voltados para o alcance das metas de cura de no mínimo 85% e abandono a menos de 5%.

CURA

O Pará vem mantendo, ao longo dos últimos anos, uma média de cura de 73% e abandono em 10%. O programa estadual vem, juntamente com as coordenações municipais, empreendendo esforços para que possamos melhorar esses indicadores.

Há quatro anos, o país vem sendo beneficiado com os subsídios do Fundo Global - FG, instância internacional que apoia ações de controle de doenças como a Aids, a malária e a tuberculose. No Pará, Ananindeua e Belém têm recebido desde 2007 incentivos como capacitações, equipamentos e insumos, que alicerçam novos pilares de apoio às ações do programa de controle da tuberculose municipal.

TRATAMENTO

O objetivo maior do programa é descobrir os casos e tratá-los corretamente, eliminando assim as fontes de infecção e quebrando a cadeia de transmissão da doença. O Estado hoje descobre cerca de 70% dos casos programados para cada ano, segundo o que preconiza o Programa Nacional, e os esforços despendidos têm sido voltados para o alcance das metas de cura de no mínimo 85% e abandono a menos de 5%.

O Pará vem mantendo, nos últimos anos, uma média de cura de 73% e abandono em 10%. (Diário do Pará)

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