Moradores de Curralinho fizeram um quebra-quebra em prédios públicos da cidade após uma sessão na Câmara Municipal da cidade. Cerca de 500 moradores acompanhavam a sessão e ficaram revoltados após a rejeição dos vereadores em instalar uma comissão interna que deveria apurar as denuncias de desvio de recursos públicos destinados, pelo Governo Federal, para serem investidos em diversas áreas do setor público de Curralinho.
Os prédios do Poder Legislativo, sede da Prefeitura de Curralinho e as secretarias de saúde e educação foram atingidos.
As denuncias tem como alvo a prefeitura de Curralinho e já estão sendo investigadas pelo Ministério Público, após divulgação nacional. O Vereador Paulo Ronaldo (PMDB) ingressou, junto a presidencia da câmara com o pedido de instalação da comissão para investigar as denuncias e acompanhar os procedimentos do Ministério Público, com a
orientação de um corpo jurídico contrato pelo próprio Poder Legislativo Municipal.
Os Vereadores deveriam votar apenas pela instalção ou não da comissão, o que fez a população mobilizar-se para acompanhar o desfecho.
A revolta popular começou quando os vereadores da base aliada ao prefeito Miguel Santa Maria rejeitaram o pedido encabeçado pelos vereadores Paulo Ronaldo Cardoso (PMDB), Ednaldo Ribeiro (Ratinho do PV) e Márcio Baratinha do PT.
Uma equipe da Controladoria Geral da União (CGU) também identificou várias despesas efetuadas pela prefeitura com recursos federais sem a devida documentação comprobatória. Em relação aos recursos repassados pelo Ministério da Educação em 2009 e 2010, a prefeitura não comprovou despesas no valor de R$ 8 milhões. Já em relação aos recursos repassados pelo Ministério da Saúde para Curralinho no mesmo período, a prefeitura efetuou saques, no valor total de R$ 1,7 milhão, sem comprovar o destino dado ao dinheiro e sem nenhuma explicação do prefeito Miguel Santa Maria.
De acordo com a CGU a prefeitura de Curralinho se recusou a apresentar os documentos solicitados pelo órgão sendo preciso recorrer ao Ministério Público Federal, e este à
Justiça, que determinou a busca e apreensão do material. Mesmo assim, diversos documentos necessários à fiscalização não foram localizados.
Nenhuma pessoa foi presa pela policia e somente no final da tarde chegou a Curralinho um grupo e Policiais Militares e Civis, encaminhados de Breves, sob o comando do Delegado Marcelo Luz, Superintendente Regional das Ilhas, em Breves. (DOL com informações do Diário do Pará)
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