Os números confirmam: a magnitude do Ver-o-Peso, que festeja aniversário amanhã, está presente em todas as abordagens do complexo. Seus 384 anos de existência narram histórias registradas nos quase 30 mil metros quadrados de área da maior feira livre a céu aberto da América Latina. Lá, cerca de cinco mil pessoas transitam em 12 diferentes setores econômicos, espalhadas pelos mercados de peixe, de carne, e nas áreas de alimentação e do açaí.
Segundo análises do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), o fluxo de pessoas e produtos registrou altos índices em 2010. Somente a Feira do Açaí comercializou aproximadamente 30 toneladas do fruto, movimentando receita importante para o desenvolvimento do Estado.
No caso do pescado, os números são ainda maiores. Respondendo por 20% de toda a produção nacional, o Pará comercializa uma média de 180 mil toneladas de pescado ao ano, sendo que parte desta quantia escoa diariamente pelo complexo do Ver-o-Peso. A estimativa é de que, por dia, cheguem ao local entre 80 a 100 toneladas de pescado, chegando a 160 toneladas por ocasião da Semana Santa. Entre 12 e 15 toneladas são comercializadas diariamente no próprio mercado do Ver-o-Peso nos seus 66 talhos e o restante é distribuído entre abastecimento dos mercados locais e exportação. Quem visita o espaço se depara com cerca de 40 tipos diferentes de pescado, como a dourada, filhote, tamuatá, corvina, cação, enxova, pratiqueira entre outros.
PRODUTOS
Democrático, o complexo também oferece espaço para outros produtos. No caso da farinha, são quase 30 vendedores comercializando por dia entre 4,5 mil a 5,0 mil quilos, com uma média mensal em torno de 140 mil/kg e quase 100 toneladas ao ano.
Um volume semelhante de vendas é registrado pelos hortifrutigranjeiros. Ainda segundo o Dieese, estima-se que 30 toneladas de hortaliças, legumes e produtos saiam mensalmente da feira. Quase 80 verdureiros oferecem cerca de 10 mil maços de verdura por dia a preços que variam de R$ 0,50 e R$ 1 a unidade.
Com tantas estatísticas gigantescas, o Ver-o-Peso demonstra que preservar sua estrutura não significa apenas manter um cartão postal, mas garantir a cultura, consumo e acessibilidade para os que visitam o espaço. (Diário do Pará)
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