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MS sinalizou investimentos para municípios da AMAT

Uma comitiva formada por dezenas de gestores municipais e secretários de Saúde da região sul e sudeste do Pará foi recebida pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, para discutir a proposta de institucionalização de uma rede interestadual de Saúde, proj

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Uma comitiva formada por dezenas de gestores municipais e secretários de Saúde da região sul e sudeste do Pará foi recebida pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, para discutir a proposta de institucionalização de uma rede interestadual de Saúde, projeto que envolve o sul e sudeste paraense, o norte do Tocantins e o sul do Maranhão.

O encontro ocorreu no auditório Emílio Ribas, em Brasília, na última quarta-feira (23), e contou ainda com a presença de deputados federais e líderes sindicais.

“Assumo o compromisso em encaminhar, de maneira objetiva e com rapidez, um conjunto de esforços para que possamos ampliar os recursos que hoje temos disponíveis nos programas do ministério para melhorar a saúde pública dessa região”, afirmou o ministro Padilha durante a reunião, também destacando a possibilidade de lançar, na região de Carajás, um dos grandes programas de alcance nacional já aprovado pela presidente Dilma Roussef.

A comitiva de representantes foi liderada por Luciano Guedes, presidente da Associação dos Municípios Araguaia-Tocantins (AMAT) e prefeito da cidade de Pau D’arco. “Apresentamos um projeto grande, com solução definitiva para os nossos problemas”, explicou Guedes.

Segundo o presidente da AMAT, o projeto apresentado pelos 38 representantes de municípios aproveitará a característica de cada especificidade das três regiões. “O Tocantins, por exemplo, que tem ótima estrutura, mas com alguma deficiência de custeio, atenderia os pacientes das outras duas regiões sendo pago para isso”.
A proposta da rede intermunicipal de saúde já está sob análise dos diretores do ministério e, segundo a direção de Monitoramento e Avaliação do Ministério da Saúde, em breve será marcada outra reunião de trabalho para avaliação final da viabilidade da proposta.

QUADRO

Um diagnóstico sobre o setor de Saúde no sul e sudeste do Estado do Pará foi apresentado ao ministro Alexandre Padilha.

Com índices de crescimento médio de 15% na maioria dos municípios da região do Carajás (sul e sudeste do Pará), o caos na saúde pública é problema permanente que desafia prefeitos e penaliza uma população de mais de 1,6 milhão de moradores.

Em cidades como Marabá, hoje já se registra uma população de 300 mil habitantes e apenas 26 leitos para pacientes do SUS. E além da falta de leitos públicos, a ausência de mão de obra na saúde é outro problema crônico.

“Temos grande dificuldades para contratação de médicos. Não temos recursos no orçamento para pagar salários milionários para médicos que se recusam a ganhar um salário de acordo com a capacidade de pagamento do município”, destacou Valbetânio Barbosa Milhomen, prefeito do pequeno município de Bannach.

(DOL)

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