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Belém ignorou a ‘Hora do Planeta’

Promovida pela ONG WWF desde 2007, quando o mundo inteiro se mobiliza para apagar as luzes por 60 minutos, a Hora do Planeta, este ano não foi percebido nos logradouros públicos e cartões-postais escolhidos para simbolizar o fato em Belém, no último sábad

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Promovida pela ONG WWF desde 2007, quando o mundo inteiro se mobiliza para apagar as luzes por 60 minutos, a Hora do Planeta, este ano não foi percebido nos logradouros públicos e cartões-postais escolhidos para simbolizar o fato em Belém, no último sábado. O protesto é programado para chamar a atenção para os desafios ambientais impostos pelo aquecimento global.

Pelos cálculos da WWF, neste ano cerca de 3.800 cidades de 130 países prometiam aderir à campanha. Entre elas estava a capital do Pará, que chegou a programar 60 minutos no escuro para o maior cartão-postal da cidade, o Ver-o-Peso, e também para o Mercado de São Brás e o Bosque Rodrigues Alves.

A ideia dos organizadores do evento era deixar no escuro por 60 minutos os logradouros públicos de Belém entre as 20h30 e 21h30. No entanto, as pessoas que frequentam a noite estes locais não sabiam e se surpreenderam com a ideia.

No Mercado do Ver-o-Peso, que se preparava a festa de aniversário neste domingo, a vendedora de verduras Orminda dos Passos ficou surpresa e ao mesmo tempo preocupada com a informação. “Se no claro os ladrões agem com a maior tranquilidade, imagine com isto aqui no escuro. Eu vou já para minha barraca”, disse a feirante.

Os policiais militares de plantão no Posto Tiradentes também não foram informados do evento, cuja primeira edição aconteceu em 2007, na Austrália. Tão logo tomaram conhecimento, organizaram uma operação com o efetivo de plantão, com intuito de reprimir ações de ladrões caso o Ver-o-Peso ficasse às escuras.

O Mercado de São Brás, com suas luzes amarelas, no ano passado aderiu ao movimento, mas esse ano permaneceu iluminado. Praticantes de skate que aproveitam a noite para exibições em plataformas improvisadas disseram que tinham ouvido falar do evento da WWF. “Estamos esperando apagar as luzes, mas até agora nada”, reclamava o skatista John Cristiano.

Algumas empresas com painéis luminosos na Doca de Souza Franco e avenida Almirante Barroso aderiram ao movimento apagando as luzes por uma hora, mas não chegou a ser percebido devido serem fatos isolados e sem informação prévia.

A primeira edição da Hora do Planeta aconteceu em 2007 e contou com a participação de 2,2 milhões de moradores da cidade de Sidney, na Austrália. O movimento cresceu e ganhou o mundo.

Em 2010, foram mais de 4,6 mil cidades em 128 países realizando eventos e apagando símbolos arquitetônicos. Ano passado, no Brasil, 98 cidades em 21 estados da federação aderiram oficialmente à Hora do Planeta.

ENTENDA

A HORA DO PLANETA

Promovida pela ONG WWF desde 2007, a campanha pede que luzes sejam apagadas por uma hora contra o aquecimento global.

O QUE SE ESPERAVA

Belém programou 60 minutos sem luzes no Ver-o-Peso, Mercado de São Brás e Bosque Rodrigues Alves.

CAPITAL DEU FURO

No sábado, entre as 20h30 e 21h30, conforme pedia a campanha global, Belém não fez o prometido. Esqueceu de apagar as luzes. (Diário do Pará)

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