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Taxistas pedem reajuste da tarifa

Não importa o veículo escolhido, utilizar o transporte urbano em Belém é caro e pode ficar ainda pior. É o que propõe o Sindicato dos Taxistas de Belém (Stabepa), ao protocolar pedido de 10% no reajuste da tarifa, que é hoje de R$2,19. A solicitação aten

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Não importa o veículo escolhido, utilizar o transporte urbano em Belém é caro e pode ficar ainda pior. É o que propõe o Sindicato dos Taxistas de Belém (Stabepa), ao protocolar pedido de 10% no reajuste da tarifa, que é hoje de R$2,19.

A solicitação atenderia o aumento de insumos que os cerca de 5.200 taxistas no município tiveram no último ano. “Analisamos o preço do combustível, do automóvel, licenciamento, taxas e concluímos que é o momento de adequar a tarifa, que é a mesma há dois anos. Ninguém quer simplesmente subir o preço. Só fazemos isso quando há necessidade”, explica o presidente do sindicato, Alain Santos.

Nos pontos de táxi, a possibilidade de aumento provocou opiniões diversas. Enquanto alguns taxistas acreditavam que a nova tarifa possa aumentar a renda mensal, outros temiam o afastamento dos clientes. “Se hoje já temos que dar descontos para não perder o passageiro, imagine com esse reajuste”, criticou Ricardo Cavalcante, que há seis anos trabalha no ramo. Para ele, o valor atual é justo e não acarreta em prejuízos. “Consigo manter os pagamentos com a tarifa de hoje, não vejo necessidade de subir”.

Analisando os lados dos taxistas e dos consumidores, a autônoma Marcilete Santos resumiu: é um tema complicado. “Todo aumento é indesejado por uns e esperado por outros porque, ao mesmo tempo em que eles (taxistas) gostariam de um salário maior, a população vai comprometer seu orçamento com o gasto”, opinou.

Para a superintendente da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), Ellen Margareth, a situação é ainda mais complexa. “O fato de recebermos um pedido não significa que ele será acatado. Não temos obrigações em dar reajustes periódicos se não acharmos devido. É preciso analisar se há procedência e equilíbrio econômico financeiro”, garante. Ela afirma que não há pressa em deliberar sobre o caso e que a prioridade do órgão é a reordenação dos pontos de táxi, a partir de levantamento concluído no último mês. “Começaremos a estruturação nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto para adequarmos a ocupação urbana e fiscalizarmos o serviço”. (Diário do Pará)

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