O prato do almoço da Sexta-feira Santa vai chegar mais caro à mesa do consumidor da capital. Depois de ter encerrado o ano de 2010 com altas que variaram entre 20% e 50%, o preço do pescado subiu nos primeiros três meses de 2011 na Região Metropolitana de Belém, como apontou a pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese-PA.
Os maiores aumentos de preços verificados no mês de março deste ano em relação a fevereiro foram no preço cobrado pelo quilo da pratiqueira, com alta de 10,66%. Seguem-se a ela os reajustes nos preços da pescada amarela (9,81%), do xaréu (9,74%), da tainha (9,49%), da arraia (9,17%), do bagre (8,60%), da traíra (6,60%), e do tucunaré (6,15%). Os preços do filhote e da dourada ficaram mais estáveis, mas também subiram - respectivamente 4,31% e 2,62%.
Segundo o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, a alta já era esperada. “A partir do final do mês de novembro, os principais tipos de pescado comercializados em todo o Estado começam a sua trajetória de aumentos quase que sucessivos, se estendendo praticamente até a Semana Santa”, explicou.
Além da procura maior, o aumento dos preços também acontece em decorrência da escassez de alguns peixes, como a dourada, filhote, pescada amarela e o tucunaré. De acordo com o presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém, atualmente a categoria trabalha com 60% de peixes que normalmente comercializam. “Isso se deve por duas causas. As chuvas afastam da costa várias espécies de pescado e também estamos na época do defeso do curimatã, aracu, bacu e tambaqui”, disse Fernando Souza.
Ainda assim, o presidente do sindicato afirma que não vai faltar peixe na Semana Santa, devido ao seguro defeso estipulado pelo Governo do Estado, que acontece vinte dias antes da Semana Santa. “Esse seguro impede que o pescado saia do Estado. O consumidor pode ficar despreocupado, mesmo a oferta sendo menor do que a procura. Em abril a situação se normaliza”, observou. (Diário do Pará)
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