O diretor de Operações da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Antônio Crisóstomo, informou ontem à noite que já não tinha mais uma previsão para o término do conserto de uma adutora que estourou na madrugada de domingo, na travessa Mauriti com a rua Nova. Além do bairro da Pedreira, moradores da Sacramenta e do Telégrafo também ficaram sem água.
“Nós só precisamos vencer essa profundidade”, dizia Crisóstomo, referindo-se aos cinco metros de profundidade que o buraco, localizado no meio da Mauriti, já tinha, por volta das 20h. Segundo ele, houve dois desmoronamentos durante a tarde que prejudicaram as duas bombas que estavam sendo usadas na retirada da água do buraco, o que dificultou o início do conserto da adutora. Por esse horário, eles conseguiram ligar uma outra bomba que iniciou a retirada da água do buraco, mas em ritmo lento. “Só amanhã de manhã teremos uma previsão de término”, afirmou.
BURACO
A assessoria de imprensa da Cosanpa informou que o buraco aumentou rápido de tamanho por causa da pressão da água, o que obrigou a companhia a desativar o 9º setor que abastece os bairros da Pedreira, Sacramenta e Telégrafo, que são os que continuam sendo atingidos pela falta de água. A Cosanpa foi obrigada também a desativar outros setores que atingiram bairros como o Marco, Curió e Utinga e ainda Marex e o Paraíso dos Pássaros, mas o fornecimento de água já voltou ao normal nesses bairros, segundo a Cosanpa.
Devido ao rompimento da adutora, a água atingiu a casa da funcionária pública Rosa Ferreira, 33, que acompanhava o trabalho dos técnicos da Cosanpa depois de passar o dia inteiro limpando a casa. “Felizmente nenhum móvel se perdeu”, contabilizava.
Na Mauriti, uma fila imensa de moradores se formou para o abastecimento de água num carro pipa da prefeitura.
O pedreiro Carlos Alberto da Silva, 56, reclamou que já estava na nona viagem carregando água para a casa dele. A professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Maria Eliana Trindade Passos, 42, perdeu as contas de quantas voltas já havia dado carregando água para casa.
Devido à situação, a assistente administrativa Marcelle Santa Brígida precisou faltar ao trabalho ontem e abastecer vários baldes na casa da vizinha, na travessa Mauriti. “Não tive nem como fazer café. Aqui por perto só essa vizinha tem água. Toda vez ela cede pra gente, não sei como seria sem a ajuda dela”, explicou a assistente. Ela e outros moradores aguardavam em fila a sua vez de encher baldes e garrafões com a mangueira disponibilizada pela moradora, que tem poço artesiano. Leia mais no Diário do Pará.
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