A alimentação básica dos paraenses voltou a apresentar aumento de preço no mês passado. De acordo com o balanço divulgado pelo Dieese, a cesta básica composta de 12 produtos custou R$ 232,76; o reajuste foi de 1,67% em relação ao mês de fevereiro de 2011, quando a mesma custou R$ 228,94.
O aumento no preço da cesta foi registrado na maioria das capitais brasileiras. De acordo com o Balanço Nacional da Cesta Básica, feito pelo Dieese no mês de março, das 17 capitais pesquisadas, apenas três apresentaram recuo de preços, nas demais houve aumento generalizado.
Mesmo com o aumento, o balanço sobre as flutuações de preços mostra queda na maioria dos produtos que compõem a cesta básica em Belém, como: o feijão, com redução de 10,03%; seguido do açúcar, com recuo de 3,13%; da carne bovina, com 1,83%; da farinha de mandioca, com 1,44%; do leite, com 1,31% e do arroz, com queda de 0,67%.
Os “vilões” de aumento desse preço foram: tomate, com alta de 15,81%; seguido do óleo de cozinha, que teve reajuste de 4,97%; a manteiga, com 3,29%; a banana, com 2,56% e o café com elevação de preço no mês de 1,30%.
Ainda segundo a pesquisa, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 698,28 no mês de março, sendo necessários cerca de 1,28 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades de alimentação do trabalhador e sua família.
AVALIAÇÃO TRIMESTRAL
O balanço do Dieese sobre a trajetória do preço da alimentação básica dos paraenses no primeiro trimestre de 2011 (de janeiro a março) mostra um reajuste de preço acumulado de 2,95%.
Mesmo com esta média, alguns produtos básicos tiveram reajustes de preços bem superiores. Os mais expressivos foram: tomate, com alta de 60,27%; o óleo de cozinha, com crescimento de 10,07% e a manteiga, com 6,46%.
No mesmo período, alguns produtos da cesta apresentaram recuo de preços, tais como o feijão, com queda de 35,65%; seguido da carne bovina, com recuo de 4,42% e da farinha de mandioca, com queda de 3,87%.
BALANÇO DOS ÚLTIMOS 12 MESES
Segundo o Dieese-PA, nos últimos 12 meses (de abril de 2010 a março de 2011), a alimentação básica dos paraenses sofreu um aumento acumulado de 7,90%, sendo superior à inflação estimada para o mesmo período, que está em torno de 6%.
Neste período, a maioria dos produtos apresentou altas de preços. Os destaques foram: carne bovina, com um reajuste de 21,36%; seguida do óleo de cozinha, com alta de 18,73%; do açúcar, com 10,28%; da banana, com 10,06%; da manteiga, com 6,89% e da farinha de mandioca, com alta de preço de 5,41%. Apenas dois produtos apresentaram quedas de preços: o feijão, com recuo de 16,20% e o arroz, com queda de preço no período de 2,61%.
A pesquisa mostra ainda que, com base no maior custo apurado para a cesta básica nacional, o salário mínimo de R$ 545,00 não supre as necessidades básicas do trabalhador. Segundo o Dieese, o salário necessário para atender uma família com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte etc deveria ser R$ 2.247,94, cerca de quatro vezes maior que o salário em vigor.
(Soraya Wanzeller/DOL, com informações do Dieese)
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