Muitas discussões marcaram a votação do projeto que prevê a criação de novos cargos comissionados no gabinete do vice-prefeito, Anivaldo Vale, ontem pela manhã, na Câmara Municipal de Belém. Segundo o documento, o efetivo atual de servidores seria ampliado em oito vagas, sendo um DAS 9, cinco DAS 8 e dois DAS 7, que juntos somam aproximadamente R$ 27.000.
Contrário à solicitação, o vereador Otávio Pinheiro (PT) afirmou que o projeto não é prioritário e que outros setores da gestão municipal precisam com mais urgência de servidores do que o gabinete do vice. “Se fosse para a saúde ou educação aprovaríamos sem problemas, como já fizemos na Semec, com o acréscimo de 1.200 vagas entre professores e técnicos. Mas acredito que o gabinete possa reestruturar funções com o efetivo existente. Existem assuntos mais importantes a serem votados”, opinou. Além de questionar a criação dos cargos, Otávio ainda criticou a ausência do vice-prefeito. “Se ele não está nem exercendo o seu cargo, para que quer mais assessores?”.
Em posicionamento oposto ao parlamentar, o democrata Fernando Moraes manifestou apoio ao projeto, lembrando que os líderes da CMB já haviam aprovado em reunião a solicitação. “Não concordo com 98% do que o nosso prefeito faz, mas não posso tirar dele a responsabilidade de gerir o município. Se eles (prefeito e vice) acham que precisam de mais gente para trabalhar, vamos aprovar. Quem sabe assim ele (vice-prefeito) não volta e de repente faz uma soma para melhorar a cidade”, afirmou.
Após diversos pedidos de palavras, discussões e um breve bate-boca, que não chegou a consenso algum, o presidente da Casa, vereador Raimundo Castro, decidiu suspender a votação, que será retomada na próxima pauta do Colégio de Líderes da CMB. (Diário do Pará)
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