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Litro do álcool pode chegar a R$ 3

Até o mês passado o analista de sistemas Cláudio Ferreira, 31 anos, gastava por mês cerca de R$ 350 em combustível. Mas agora as contas mudaram depois do aumento de 11% do álcool. “Acho que vou chegar a gastar uns R$ 500 de combustível, mesmo meu carro se

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Até o mês passado o analista de sistemas Cláudio Ferreira, 31 anos, gastava por mês cerca de R$ 350 em combustível. Mas agora as contas mudaram depois do aumento de 11% do álcool. “Acho que vou chegar a gastar uns R$ 500 de combustível, mesmo meu carro sendo flex. Eu costumo colocar R$ 20 às segundas, quartas e sextas; já nos finais de semana eu abasteço com R$ 30. Mas agora o gasto vai ser bem maior”.

Para driblar o custo alto, Cláudio pretende limitar o uso do automóvel. “Eu pretendo evitar sair de carro aos finais de semana e me limitar a usar somente para trabalhar. Moro quase em Icoaraci e trabalho na avenida Presidente Vargas. É nesse longo percurso que gasto a maior parte do combustível”.

Para a pedagoga Mara Gonçalves, uma das saídas é parar de dar carona aos amigos de trabalho. “Eu não me importo de dar carona, até para aquelas que moram um pouco fora da minha rota, mas depois desse aumento, eu vou pedir uma colaboração, caso contrário vai ficar pesado para o meu bolso”.

O aumento no combustível começou a ser praticado desde a última segunda-feira. Segundo pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 80% dos postos de combustíveis de Belém o preço do álcool vem subindo desde novembro, quando começa o período da entressafra da cana de açúcar.

DEMANDA

“Na entressafra a produção não consegue suportar a demanda e quem controla o preço não é o governo e sim os usineiros que valorizam o que produzem. Outro fator que também é responsável pela subida do preço é a grande quantidade de carros flex que começaram a entrar no mercado desde 2010. Os consumidores que têm esse tipo de veículo acharam que poderiam economizar mais usando o álcool. Essa demanda ajudou na escalada do preço até da gasolina que tem 20% de álcool em sua composição. Então se sobe o álcool sobe de alguma forma a gasolina”, explicou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.

Em novembro, o litro do álcool era encontrado nos postos da capital em torno de R$ 2,044, em janeiro 2,108 e agora, segundo o Dieese, o consumidor pode encontrar de R$ 2,271 até R$ 3. “Essa média tende a permanecer ou crescer até maio, quando acaba a entressafra. Porém, o que chama atenção é que quando o combustível sobe, o outros produtos, principalmente os da cesta básica, tendem a subir também”. (Diário do Pará)

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