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Câncer colorretal tem prevenção e chances de cura

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal está entre as quatro neoplasias malignas mais incidentes no Brasil, perdendo apenas para os cânceres de mama, próstata e pulmão. Em relação à mortalidade, a doença também é co

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De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal está entre as quatro neoplasias malignas mais incidentes no Brasil, perdendo apenas para os cânceres de mama, próstata e pulmão. Em relação à mortalidade, a doença também é considerável. Em 2007, o INCA registrou mais de 11 mil óbitos pela doença. O que muita gente não sabe é que o câncer colorretal é um dos poucos tumores malignos a oferecer prevenção e, na maioria dos casos, é curável quando detectado precocemente.

Entre os fatores de risco que podem predispor ao aparecimento do câncer colorretal, constam consumo excessivo de alimentos gordurosos, obesidade, sedentarismo, tabagismo, e uma história da doença na família (pais, tios, irmãos). Por isso, a prevenção começa na mesa, com alimentação rica em fibras vegetais, antioxidantes e carnes brancas, já que o consumo de carne vermelha está diretamente associado ao câncer colorretal. “O ideal é que o paciente mantenha um hábito intestinal sadio e diário, e a ingestão de fibras é um ótimo aliado para isso. Atividade física também é fundamental porque queima a gordura que foi ingerida”, explica o médico Ian Barroso dos Santos, cirurgião oncológico do HSM Diagnóstico.

Atenção aos sintomas

O especialista faz um alerta: é importante que as pessoas estejam atentas aos sintomas que indiquem algum problema no intestino e procurem o médico para uma investigação. Dentre os sinais que levam à suspeição clínica da doença, estão o sangramento pelas fezes, principalmente, se for uma perda contínua, e alteração do hábito intestinal – alternância de diarreia com constipação. Outro indício é a perda de peso e na fase mais avançada, a dificuldade de eliminar gases, fezes e distensão abdominal, provocando vômito e dor de cólicas.

O tratamento, de acordo com Ian Santos, vai depender do estágio de cada paciente. Uma vez diagnosticado o câncer colorretal, o médico submeterá o paciente a uma fase chamada de estadiamento, que buscará identificar a existência de focos da doença em outros órgãos. “Se há um tumor localizado no intestino, sem acometimento de outros órgãos, o tratamento prioritário é a cirurgia, havendo ou não complemento com quimioterapia. Na fase mais avançada, com lesões malignas em outros órgãos, podemos começar o tratamento com quimioterapia e operar posteriormente. Na realidade, a sequencia de tratamento é bastante individualizada e vai depender do estágio de cada paciente”. (DOL, com informações do HSM)

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