Nenhum vendedor pode mais comercializar comida ou lanche na Praça da República. O decreto da Secretaria Municipal de Economia (Secon) vale, inclusive, para quem tem barraquinha de lanche na área da feira de artesanato. Ontem (10), fiscais da secretaria, além de agentes da Guarda Municipal, estiveram na praça para evitar o retorno dos vendedores e notificar os que ainda restam.
Estão sendo retirados 150 vendedores de comida. Destes, 21 foram alocados na Praça de Alimentação da Prefeitura e retornaram para lá.
Manoel Ramos, diretor do departamento de Vias Públicas em exercício e gerente do ordenamento, diz que os ambulantes foram notificados no último dia 13 de março. A medida está valendo desde o início de março, quando foi assinado o Decreto 66.440, que revoga a licença para a comercialização de lanches e comidas em geral, prevista em outra normativa datada de 2001. “Queremos restituir a cidadania deste espaço, para que as pessoas possam usufruir com igualdade”, disse Manoel Ramos.
O diretor disse que ainda neste domingo, os vendedores da feira de artesanato seriam avisados e no próximo final de semana não poderão mais retornar. “A vigilância sanitária verificou que esses locais trabalham em condições insalubres e sem condições de higiene. É uma questão de saúde pública.”
Alguns devem retornar para a Praça de Alimentação, na avenida Assis de Vasconcelos, inaugurada em 2005, mas outros não tem destino garantido. “Eu vendo há 22 anos, o tempo da feira. A gente vai procurar nossos direitos”, diz a dona da uma das barracas, Ana Ester. Para Maria de Lourdes Moraes, vendedora de comidas típicas, a solução prejudica os trabalhadores. “O espaço que nos deram na praça de alimentação não é suficiente. No subsolo não há como trabalhar, ninguém vai lá, o espaço é muito quente”. (Diário do Pará)
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