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Biomassa e luz solar: melhores para o Pará

Recentemente o mundo acompanhou a crise nuclear no Japão provocada pelos problemas com as usinas nucleares de Fukushima Daiichi e de Onagawa. Esse país optou por esse modelo energético caracterizado pela geração de energia através de energia nuclear, que

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Recentemente o mundo acompanhou a crise nuclear no Japão provocada pelos problemas com as usinas nucleares de Fukushima Daiichi e de Onagawa. Esse país optou por esse modelo energético caracterizado pela geração de energia através de energia nuclear, que se caracteriza pelo uso de materiais radioativos que, através de uma reação nuclear, produzem calor. No Brasil, há duas usinas nucleares em funcionamento, ambas no Rio de Janeiro – Angra 1 e Angra 2. Uma pesquisa recente do pós-doutor Fabrício Borges mostrou por que um modelo como esse não seria apropriado para o Estado do Pará. Fabrício é professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), onde leciona para 12 cursos. A pesquisa também indica um modelo de matriz elétrica para o Estado prevista para 2020, que de acordo com o professor, seria o mais indicado para a região. Ele propõe a energia oriunda da biomassa e do sol.

Os países optam por diferentes modelos energéticos. Os mais conhecidos como agressores do meio ambiente são os de energia gerada através das hidrelétricas e das usinas nucleares. Há, porém, as fontes conhecidas como alternativas ou renováveis, que não causam impactos ambientais, como a energia oriunda da biomassa (substâncias de origem orgânica), do sol e do vento (energia eólica), entre outras. A pesquisa do professor tem gerado interesse nos órgãos de pesquisa, os quais têm procurado conhecer de perto a proposta. A pesquisa tem repercutido nas principais revistas científicas e jornais do país. A próxima publicação de artigos do professor sobre o assunto será na Revista Brasileira de Energia, um periódico científico de renome no Brasil.

O pós-doutor explica que matriz elétrica “compreende formas de eletricidade disponibilizadas aos processos produtivos em determinado contexto ou localidade, envolvendo suas fontes de geração e utilização”. Fabrício propõe fontes mais viáveis e menos poluentes. Segundo ele, as matrizes elétricas ideais para serem adotadas pelo Pará seriam a solar e a biomassa, acompanhadas da atual fonte de geração – as hidrelétricas. O capital movimentado pelas indústrias de energia renovável seria de aproximadamente US$ 600 milhões em 10 anos. “Os 20 mil novos postos de trabalho em 10 anos são representativos na medida em que se referem apenas às indústrias da cadeia da energia solar”, diz ele. Leia mais no Diário do Pará.

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