Os deputados estaduais discutiram nesta segunda-feira (11), durante sessão especial pedida pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), a situação dos concursados da administração do Estado, ainda não efetivados no serviço público.
Na gestão da então governadora Ana Júlia foram realizados 34 concursos tendo sido nomeados mais de 39 mil aprovados. Hoje, pelos números da secretaria de administração do governo atual, faltam nomear 3801. Já segundo a Associação dos Concursados do Pará faltam mais de 5 mil.
Este ano já foram convocados para assumir as vagas disponíveis mais de mil e seiscentos aprovados. Ficando um passivo acima de dois mil para os números do governo e quatro mil para a representação dos concursados. “Essa diferença se localiza no número de candidatos chamados que, entretanto, não assumiram suas vagas e que o governo não considera, como também os aprovados para o cadastro reserva”, explicou o presidente Emílio Almeida da Associação dos Concursados.
Para Almeida, apesar de considerar que as recentes nomeações representam um avanço, ele considera contraditório o discurso de que não existem recursos para as nomeações, ao mesmo tempo em que cresce a contratação de temporários. “Em todos os órgãos existem concursados para ser nomeados, entretanto, ao mesmo tempo está existindo contratação de muitos temporários e de comissionados”, discursou.
“É uma injustiça, uma violência contra quem estudou, se esforçou e contra a população paraense que quer gente qualificada no serviço público”, discursou Edmilson Rodrigues (PSOL), manifestando sua contrariedade com a contratação de temporários em vez de garantir a nomeação de concursados. Para o presidente Manoel Pioneiro (PSDB), a disposição do governo é garantir os direitos de todos os concursados. “Vamos ter que cumprir a lei e tirar os temporários para colocar os classificados nos concursos”, disse o parlamentar.
Ainda durante a sessão, a maior preocupação do governo, dos deputados e dos representantes dos aprovados em concursos veio á tona: a situação dos concursados de 13 órgãos, cujo prazo de validade dos editais de concurso se encerra ainda este ano. “Vamos respeitar a legalidade do provimento dos cargos efetivos do Estado por concursos públicos, os prazos de vigência dos editais, e de nomeação de todos os concursados no limite das vagas ofertadas”, respondeu aos questionamento a Secretaria de Estado de administração, Alice Viana Soares Monteiro.
Alice garantiu ainda que todos os prazos serão respeitados. “A próxima divulgação será em relação aos concursos que estão vencendo em maio, depois os concursos que estão vencendo em junho e assim sucessivamente”, explicou. Ainda segundo ela “vamos nomear de acordo com o interesse da administração na quantidade de pessoas que os diversos órgãos identificam como necessários, fazendo as substituições gradativas em relação aos temporários existentes”, completou.
Sobre a contratação de temporários, a secretária informou que o número atual é de mais de onze mil servidores. “E são essencialmente nas áreas de saúde, educação e segurança e pontualmente em algumas áreas administrativas pra onde não tem concurso público”, explicou a secretária. (Ascom Alepa)
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